SILVA, Salloma Salomão Jovino da. Bio-caminho

salloma Salomão Jovino da Silva, "Salloma Salomão é um dos vencedores do CONCURSO NACIONAL DE DRAMATURGIA RUTH DE SOUZA, em São Paulo, 2004. por dez anos foi Professor da FSA-SP, Produtor Cultural, Músico, Dramaturgo, Ator e Historiador. Pesquisador financiado pela Capes e CNPQ, investigador vistante do Instituto de Ciências Socais da Universidade de Lisboa. Orientações Dra Maria Odila Leite da Silva, Dr José Machado Pais e Dra Antonieta Antonacci. Lançou trabalhos artísticos e de pesquisa sobre musicalidades e teatralidades negras na diáspora. Segue curioso pelo Brasil e mundo afora atrás do rastros da diáspora negra. #CORRENTE- LIBERTADORA: O QUILOMBO DA MEMÓRIA-VÍDEO- 1990- ADVP-FANTASMA. #AFRORIGEM-CD- 1995- CD-ARUANDA MUNDI. #OS SONS QUE VEM DAS RUAS- 1997- SELO NEGRO. #O DIA DAS TRIBOS-CD-1998-ARUANDA MUNDI. #UM MUNDO PRETO PAULISTANO- TCC-HISTÓRIA-PUC-SP 1997- ARUANDA MUNDI. #A POLIFONIA DO PROTESTO NEGRO- 2000-DISSERTAÇÃO DE MESTRADO- PUC-SP. #MEMÓRIAS SONORAS DA NOITE- CD - 2002 -ARUANDA MUNDI #AS MARIMBAS DE DEBRET- ICS-PT- 2003. #MEMÓRIAS SONORAS DA NOITE- TESE DE DOUTORADO- 2005- PUC-SP. #FACES DA TARDE DE UM MESMO SENTIMENTO- CD- 2008- ARUANDA SALLOMA 30 ANOS DE MUSICALIDADE E NEGRITUDE- DVD-2010- ARUANDA MUNDI. Elenco de Gota D'Água Preta 2019, Criador de Agosto na cidade murada.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Música, Identidade negra, experiência e memória urbana

Música, Identidade negra, experiência e memória urbana em São Paulo no final do século XX.


Salloma Salomão Jovino da Silva

Em abril de 2008 morreu o percussionista João Grandão (João Batista Mendes dos Santos), percebo que se passaram exatos 20 anos, desde o tempo em que participamos juntos na culminância musical do trabalho da Banda Tribbu e quase três trinta que nos conhecemos. Enfim, faz um bom tempo, o bastante para que nossos filhos estejam bem crescidos e seguindo seus caminhos.
É, portanto, um momento adequado para um balanço e certamente é um balanço. Balanço  arbitrário e capenga, porque eu o faço unilateralmente. Este é um texto/tributo à memória do músico, artesão e percussionista João Grandão, meu companheiro musical,  nesses anos agora vistos como bons tempos.
Que cidade voce habita? Que cidade te habita? Que sonho de cidade se configura dentro de voce?  Nas vielas, fimbrias da urbe, na Urbana Quimera fomos parceiros de música e festa, projetos e sonhos, desenredos e desilusões. Como em toda relação verdadeiramente humana, experimentamos laços de carinho  e desencontros, solidariedades e desafeições tão agudas, quanto tolas.

Tudo era intenso no processo de auto-construção dentro das musicalidade-urbanidades nossas e nos arredores e miolos da megalópole. "Voce está entrando" na seletiva narrativa que pretende repor o passado vivido, forma de elevação  do grau de subjetividade, razão e emoção conjunta. Ensaio sem banda,  sujeito a equívocos, ausências, omissões, erros de datas, lugares, nomes e outros vexames, que podem ser parcialmente superados com alterações, revisões e adendos posteriores. Além disso, peço que entendam as eventuais inverdades e falseamentos (não intencionais) como compensações para casos mais graves de impotência diante da realidade. Fatos políticos e sociais tidos relevantes, aqui são apenas “pano de fundo”. Uma contação da história não linear, que tem lá seus marcos próprios e começa nos início da década de 1980, sob o governo do último general/presidente, João Figueiredo.
Nós protagonistas ouvimos ao longe os ecos do Movimento pelas Diretas Já, passeamos pela Sé em dias ordinários. Eu fazia e vendia roupas e João artesanato em metal, nos arrebaldes do Largo 13 de Maio e do Colégio Alberto Conte, em Santo Amaro.
Eu no  Brooklin, bairro mais ao centro, Colégio Oswaldo Aranha, onde estudante de Ensino Médio. Flertamos com a política via UNE e cultura de favela . com o Movimento Eclesial de base, mas o prefeito biônico da cidade, Mário Covas, mandou seu secretário de cultura, andar pela vidade, nós oa avistamos em Santo Amaro.
Era o Dramaturgo e ator Gianfracesco Guarnieri ( esse cara escreveu Arena Conta Zumbi , com Augusto Boal) e fez filmes sobre operários em greve. Ele e Beth Mendes eram ícones . Nessa época nossa principal onda eram os festivais estudantis de música. Tinha de tudo  

Tocamos durante o strip-tease de uma escultural atriz negra no prédio da atual Universidade Livre de Música, que na época chamava-se Centro Cultural Mário de Andrade. Freqüentamos palcos periféricos e centrais, quase sempre  com equipamentos de som péssimos, inclusive quando do último comício para campanha a prefeitura da mais importante e a mais digna pessoa  que comandou a cidade, a  mulher nordestina Luiza Erundina.

Surpreendentemente eleita, tudo parecia realmente promissor. Debatemos com equipe da Secretaria de Cultura ao longo dos anos temas como apoios, cachês, espaços. Misturamos anseios com a inércia da maquina pública, sonhos com as acrobacias partidárias, ativismo cultural com a luta pela sobrevivência. Depois, um pouco estarrecidos com a pirotecnia dos gabinetes deslumbrados, em meio a contratos milionários, fomos publico de eventos elitistas e discurseira academicista. Calamos e saímos juntos de cena, nós e os donos da bola. Mais significativo para mim foi “Primeira Lavagem da Rua da Mentira”, a rua Treze de Maio no Bexiga. Uma demonstração de organização, unidade e força do Movimento Cultural Negro da cidade de São Paulo. Aos poucos foram se aproximando as figuras Históricas do Movimento Negro Unificado. Nosso guru era o Lumumba. Contatos visuais com Geraldo Filme que trabalhava na autarquia Anhembi Turismo. A emblemática Teresa Santos e a os tambores de afoxé da Banda Lá na quadra da Escola de Samba Peruche. Euforia na chegada de Moa do Catendê, um dos fundadores de Male Debalê. São Paulo, as vezes, parecia uma Cidade Negra . O saber/fazer musical de João Grandão, que se desenvolveu nesse contexto é um mote adequado para compreender a mudança do papel dos músicos responsáveis pela presença dos tambores na cultura musical urbana brasileira e mundial nas décadas finais do século XX. Mais que isso, esse foi um tempo em que se descortinou para nós questões que relacionavam música e a diáspora africana. Aliás, esse termo, diáspora entrou definitivamente em nosso repertório pela boca do rasta Ivan.
Era um horizonte de valores negrocentricos velhos demais, mas totalmente novos para nós. A gente via se descortinando um mundo negro onde figuravam Marcus Garvey e a Black Star Line, Edward Dubois e a Unidade Africana e termos como Pan-Africanismo, Cristianismo Copta, começaram a fazer sentido. Tudo isso podia ser desencadeado por um vídeo de Bob Marley e os Waillers no evento de um ano de Libertação do jugo colonial de país remoto da costa leste africana, que em São Paulo era nome de uma equipe de baile e depois gravadora, Zimbabwe. Um reportagem em vídeo, sem tradução para língua inglesa seria inacessível, se não fossem as imagens das crianças ( Demian e Ziggy)  de Marley dançando em torno do caixão dele defunto, em funeral colorido e comandado pelos sacerdotes coptas.


Na vida real a gente acompanhou e fez de dentro esse processo de democratização politica e acesso a a informação em meio a muita música ouvida, criada, tocada, grava em K7, sentida no corpo e nos consumimos nas bordas e centros de uma cidade árida e cada vez mais voraz. Mas a cidade, ela é nada, nós somos a cidade, mesmo que ela nos seja negada. Se fosse tão somente ruas e avenidas, casas, barracos, edifícios e objetos mecânicos mas inanimados, a grande São Paulo, nossa megalópole, simplesmente não existiria, ela é campo, território de conflitos. Ela é uma plataforma de visibilidade e uma maquina de invisibilidades. Palco de encontros, estranhamentos e trocas.

Eu havia encontrado jovens baianos de madeixas enormes e grossas nas proximidades do Colégio Equipe da Martiniano de Carvalho, isso ainda no início dos anos 1980, mas ao fim daquela mesma década esse seria apenas um dado visual, atrás do qual se desenvolvia um mundo de idéias e atitudes sobre negritude, absolutamente novas para nós. Inicialmente inscritos nas vielas e bairros do extremo sul, João e eu afro-brasileiros mineiros, nos fizemos teimosos em frustrar as estatísticas de drogradicção, violência, encarceramento e recalque social que poderia nos ter confinado no gueto sócio cultural, comum àqueles que tem as nossas mesmas marcas.

Ainda que sem grandes alternativas, com a música, criamos rotas de fuga a tais tipos de refração citadina. O apelido dele, depois nome artístico, João Grande, depois João Grandão, era referência cruzada a sua estatura física diferenciadamente alta, personagens de filme e desenho animado e um famoso capoeirista baiano. Além de uma verve carregada de ironia, estratégia de enfrentamento aos preconceitos vários, João era uma bela figura masculina. Um negro-mestiço de boa estatura que cultivou a vasta cabeleira cacheada e preta, depois transmutada em longos dread-locks. Tinha dois irmãos e duas irmãs, era filho de pai baiano, seu João Mendes e mãe mineira, Dona Tereza Santos. Nasceu em Careaçu Minas Gerais e migrou com a família para São Paulo e boa parte de sua infância e adolescência transcorreu no Parque Fernanda na região do Valo Velho, zona sul da capital paulista. Estudou o ensino formal até a 8A série e era musicalmente autodidata. Teve dois filhos, Atauê e Iatã com sua primeira mulher Roseneide Brandão Lopes, que conhecera ainda adolescente, quando ela freqüentava o colégio Alberto Conte e ele expunha suas peças nas imediações do Largo 13 de maio, no centro de Santo Amaro. Eu havia recém retornado a São Paulo no começo da década de 1980 e o calçadão do Largo 13, se transformara também em local de encontro de neo-hyppies, roqueiros, regueiros, artesãos, sindicalistas, ativistas sociais, lideranças estudantis e músicos. Ali ficávamos horas, na sexta e sábado ao fim da tarde, em bate- papo sobre artes, música, cultura, elevação espiritual e é claro experiências psicodélicas.
No começo, apenas eventualmente tratávamos de política partidária, até veio o PT. Fora isso eram viagens físicas e astrais, a cultura etílica sempre amolecendo as convicções mais rijas. Festas nas imediações na Granja Julieta, na Chácara Flora, no Jardim São Luis, Valo Velho, apesar dos resquícios de repressão no fim do “regime”, com gente a não tinha tempo ruim. Anarco Punks amigos, cabeludos chegados, um barzinho chamado “Sei Lá”. As festas na quebrada eram a s mais livres e doidas. Como também eram os acampamentos em Paraibuna, Paranapiacaba, festival de verão no Guarujá, shows na praça da Paz no Ibirapuera. Alguns violões, colchonetes nas mochilas, um pouco de comida, um pouco de canábis e um grande amor.

Músico e exímio artesão em madeira, couro e metais, revelou ter um tino especial para pequenos empreendimentos. Primeiramente montou uma mini-fábrica de artesanato em metais nos fundo na casa dos pais. Todas as maquinas e equipamentos adaptados, improvisados. Dali, fornecia objetos de adorno para lojas de importantes centros comerciais de São Paulo. Com igual sucesso ingressou na atividade de confecção com uma de suas companheiras. Mais tarde, desenvolveu outras habilidades na construção de instrumentos e estojos para seu transporte. Ganhou notoriedade no circuito alternativo de música de São Paulo e se aproximou dos músicos da Banda de Alceu Valença com os quais deu canjas. Trabalhou, como técnico de som, rouding (responsável pelo transporte, guarda e afinação, montagem e desmontagem de instrumentos musicais). Tocou na segunda turnê brasileira da banda advinda do Suriname, a Duhesmo Syndicate, uma das primeiras bandas internacionais de reggae a fazer o circuito brasileiro. Somente muito anos mais tarde vieram, Peter Tosh, The Waillers e UB-40.

A Banda Tribo formou-se entre 1985 e 1987 (como era grafado antes do estudo numerólogico de uma fotografa amiga de percussionista Nobuga, cujo nome não me lembro). Com Telmo Anun-percussionista, Mauro Nobuga- percussionista, João Grandão-percussionista, Artur Tchalekian-Contra-baixista e Carlos Mariya-guitarrista. A proposta inicial era elaborar uma sonoridade própria com base nos Tambores. Ainda não havia grande projeção dos grupos afros da Bahia e a percussão não era alvo de apelo na mídia. A Tribbu pretendia não fazer concessões aos covers, uma imposição das casas noturnas naquela época, bastante difícil de ser contornada. Havia evidentemente outros espaços para atividade musical profissional na cidade, como docência precária nas escolas de música, normalmente sem vínculo, sem equipamento pedagógico e metodologia. Existiam também hotéis e restaurantes de luxo nas imediações da Augusta, Paulista e nos Jardins, mas este campo era disputado como reserva de excelência. Espaço de músicos do disco e do rádio que já não gozavam do mesmo prestígio mas conseguiam manter contratos razoavelmente estáveis e pagamento nos níveis da tabela da Ordem dos Músicos do Brasil.



Salloma, Edu Schltz e João Grande, evento no Largo São José por volta de 1982.


Embora um tanto autoritário na minha visão, João Grandão tinha senso raro de liderança musical e uma noção prática desenvolvida ao longo dos anos 1980. Havia adquirido uma grande experiência, gravando em estúdios e tocando diferentes tipos de sons, principalmente rock com sotaque de Forró e outros elementos identificados à música de origem nordestina (a Banda Fim da Picada se intitulava Banda de Forrock). O FIM DA PICADA, por onde também passei a seu convite, foi sua primeira banda, onde inicialmente teve a função de vocalista. Nos conhecemos nessa época, durante um festival de música estudantil em Santo Amaro, São Paulo, Capital e ainda naquele ano colaboramos na organização dos nossos primeiros eventos.
Salloma e Clelington Ferreira- Tribbu e Wlaking Lions no Centro Cultural São Paulo em 1988.  By Soso. 

Em termos de formação instrumental a Tribbu inovava, mas não rompia como o modelo configurado a partir dos anos 1950, qual seja, voz, Guitarra, Baixo e Bateria. Essa padronização se deveu a vários fatores ligados ao desenvolvimento de tecnologias que permitiam a amplificação do som dos instrumentos musicais, eletrificados e microfonados permitiam a audição de um público cada vez mais amplo. Mercados que se alimentavam mutuamente, da industria de equipamentos e instrumentos eletrificados, fomentando a expansão da indústria de entretenimento, que envolvia rádio, disco, espetáculo. Este formato já era comum no Brasil nos anos 1960, já verdade tinha sua origem nas primeiras Jazz Band brasileiras surgidas em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre na remota década de 1920.

Meu ingresso na Banda Tribo ( gradafo assim naquela época) foi seguido da saída e emigração de Telmo Anun para a Suíça, mas isso não modificou o objetivo inicial, quanto a uma estética que valorizasse elementos musicais africanos e especialmente a percussão. Eu tinha uma modesta experiência de letrista e vocalista, pela passagem pelo grupo Fé, Circo Novessência e Na Corda Banda, onde havia atuado. Naquela época trabalhava com musicalização na FEBEM Tatuapé e estudava o bacharelado em música na Faculdade Alcântara Machado (FAAM). A Tribbu abriu minha percepção das potencialidades dos tambores como instrumentos solo em uma formação convencional no qual fazem um papel terciário, já que as cordas, ou melhor a harmonia, tinha espaço secundário. Contudo, a meu ver, tal pesquisa estética nunca foi muito a fundo no propósito.
Salloma, Edu Schltz, Luis Rosa e João Grande, evento no Largo São José por volta de 1982.

Tendo em vista a atuação de percussionistas de renome internacional como Djalma Correa, Airton Moreira, Repolho e Marçalzinho, acatou-se uma convenção no formato e nos elementos, qual seja, um par ou trio de congas, um bongó e sino de vaca (Cow Bell) ou gonguê e uma mesa de efeitos (apitos, cincerros, carilhoes, caxixís, réco-réco) raramente pandeiro e cuíca e outros tambores de sons médios e graves. Quero dizer que os timbres explorados ficaram em uma região médio aguda, nas congas, timbales, bongos, gongues, caxixis. Raras vezes exploramos os timbres graves, as notas longas, as possibilidades das membranas com fricção. Para se produzir uma sonoridade coesa em termos de banda, sabemos que é necessário um nível técnico elevado, mas sua ausência pode ser compensada por muitos, rigorosos e disciplinados ensaios, ficamos no meio. Havia constantes modificações no time, provavelmente causadas por dificuldades mais variadas, como cachês baixos, poucos locais para shows de bandas com som próprio, falta de um empresário profissionalizado. Após a saída de Artur Tchalekian, passaram pela Tribbu baixista como Cidão, Bob de Souza, Lula Barreto e por fim Gilberto Assis. Ainda em 1988, ingressaram Cida-Saxofone alto, André Urbano- Saxfone Alto e Tenor e Ricardo Dardes Dardes- Trompete (responsável pelos primeiros arranjos escritos) e por fim Mario Checheto . Ainda neste ano entraram também no time Gerson Surya, tecladista negro paulistano, que regressara depois de passar alguns anos em Salvador, onde, segundo seus depoimentos, tinha tocado com Lazzo Matumbe e participado ativamente da cena de Reggae de Bahia. Suriya no entanto foi precedido pela tecladista Kakaia, segunda mulher a participar da Tribbu. Além dos já mencionados, outros músicos passaram pela Tribbu, mas os que ainda guardo memória pessoal ou algum registro escrito são: Mede Parsifal- baterista, Julio Versolatto- trompete, Marcelinho da Dutra- trompete, Cliff Portugal- bateria, Marcelo Tai- teclado e Chulapa- contrabaixo.

É importante frisar a entrada de Ninho, baterista de minha antiga Banda. Ele deixou o trio rítmico mais consistente e metronomicamente preciso. Como se sabe a kaia, diamba, cannabis, altera toda a percepção, inclusive o senso rítmico. Esse era um fenômeno não raro durante os ensaios e apresentações, alvo de tensão constante entre os músicos. Com essa formação, qual seja, João, Salloma, Nobuga, André, Ricardo, Ninho, Gerson, Mariya, Gil, Mário, percorremos as casas noturnas que organizavam festa de quarta a domingo no triangulo compreendido entre Pinheiros, Barra-Funda e Paraíso. O Centro Cultural São Paulo organizou alguns shows através da Rádio-Atividade, coordenado pela jornalista Magali do Prado e multi-média China Ken, ele mais tarde co-produtor de Jay Mahal no Porgrama Reggae Raiz na Brasil 2000 Fm. Essa programações reunia em apresentações coletivas bandas de diferentes tendências, com Walking Lions, Sinsemila, Tc e Banda Zion, Vultos, Peixes do Tiete. Em todos estes casos, o cachê não ultrapassava 40% da bilheteria, numa época de inflação alta e voracidade dos donos de casa noturna, era evidentemente muito difícil sobreviver apenas de apresentações musicais, todos tinham atividades paralelas a música.

Os ensaios eram regularmente realizados no período noturno. Na praça João Mendes, defronte o Fórum e ao lado do Palácio da Justiça, havíamos alugado uma sala, no sótão de um prédio do início do século. Como os ensaios terminavam tarde, logo, tínhamos por afinidade senso de sobrevivência uma boa coletividade com as prostitutas, traficantes, policiais, vendedores ambulantes e bombeiros. O estúdio da Tribbu passou a ser um ponto de referência para bandas que não tinham seus próprios espaços de ensaio, assim começaram a transitar por lá não apenas os parceiros de shows, assim como a negada que via naquele espaço um pólo aglutinador dos amantes da música negra. Lumumba, Luis Wagner, Tc, Músicos da Banda Lá, Dago Miranda, Pacíficos da Ilha, Sensimila, Banda Derepente, ensaiaram ou chegaram para tomar um café. Embora não me lembre da passagem por lá de figuras do reggae como Jay Mahal, certamente me lembro dos irmãos Pedro e Marcelo Mangabeira, seus parceiros. No final dos anos 1980, bons equipamentos e instrumentos musicais eram extremamente caros. As melhores marcas de cabeçotes, captadores, guitarras, guitarras e contrabaixos norte americanos enfrentavam uma burocracia intricada e um sistema alfandegário incerto e o mesmo acontecia com os discos. Por isso quem tinha disco de música negra do caribe e música africana, quase era nunca lançadas aqui, era tratado do deferência. O Guitarrista Carlos Maryia de origem coreana, era um dos poucos a ter discos de musica africana contemporânea como dos grupos Kassabe, Toure Kunda, e artista como Miriam Makeba, Felá Kuti e Manu Dibango.

Nossas sessões de ensaio eram intermediadas por outras de audição. Mais tarde descobri que Mariya que era técnico em informática, consumia boa parte do salário entre instrumentos, equipamento e discos de música africana, importava tudo dos EUA e da França. É provavelmente que isso fosse realizado em meio ao desespero dos pais, ligados a cooperativa agrícola de Cotia. Um parceiro importante nesse contexto foi o Jornalista Otavio Rodrigues. Tinha uma visão ampla sobre cultura musical diaspórica e uma análise otimista da influência do reggae na música brasileira dos anos 1980. Organizou um programa que foi ao ar pela Tv Cultura de São Paulo, no qual apresentava reportagem primorosa sobre política e cultura da Jamaica e do espraiamento do gênero Música Reggae na África, no Brasil e no mundo. Nessa ocasião, nos apresentamos ao vivo no palco do auditório da Tv Cultura, juntamente com as Bandas Reggai Funkai, Pacíficos da Ilha e Sinsemilla. Teatro Mambembe no Paraíso e Aero-Anta eram boas casas de shows, tinham equipamento de áudio e equipe técnicas de som e divulgação bastante profissionalizadas, além de um público garantido e uma programação variada. Em ambos espaços artístico-culturais a Tribbu tocou alternadamente com as Bandas Luni, Skova e a Máfia, Chico César, Grupo Rumo. Posteriormente todos ingressaram em um mercado mais amplo do espetáculo, disco e rádio.

Simbolicamente talvez, o evento mais importante que participamos, naquela ocasião tenha sido o Programa Perdidos na Noite com Carlinhos Trompete. Era o lançamento do Disco Alma Negra, que reunia a nata do soul music brasileiro, entre os quais Toni Bizarro, Carlinhos Trompete, Tony Tornado, Lady Zu e Luis Wagner. Nesse momento e por conta desse e outros poucos eventos se pode falar na conexão entre duas temporalidades diferentes da música negra urbana em São Paulo. Os bailes blacks dos anos 1970 eram realizados na maioria dos casos com musica mecânica, um pick-up ou toca disco comanda por um Dj, mesmo no Rio de Janeiro a conexão entre bandas de soul e bailes soul não se processava com facilidade. A visibilidade de Tim Maia, Jorge Ben, Cassiano, Carlos Dafé e Hyldon tem mais a ver percursos singulares de compositores/cantores desfiliados das principais correntes musicais afinadas com a produção e consumo do disco e entretenimento, do que com um movimento coletivo em busca de uma estética musical negra e cosmopolita, embora este aspecto também exista. A questão nada tem a ver com autenticidade, mas é necessário grafar que em parte a memória do que seria um movimento do gênero Música Soul é sobretudo uma construção posterior, um anacronismo simplório e corriqueiro.

Gravamos em 1988 a trilha sonora dos spots de rádio da campanha da fraternidade da CNBB. Isso foi uma troca por alguma horas de gravação no Studio Verbo Filmes na Chácara Santo Antonio com Zezinho e Jacaré. Este talvez tenha sido nosso único registro sonoro em condições técnicas razoáveis. Poucos ensaios, muitos erros e excesso de reverb, mas faz parte da História e deu início a uma parceria que se transformou em outros registro como disco ( Lp) Negros Africamos, no qual Jansem Rafael, meu irmão falecido em 2004, interpretou Rei Congo, Rei Cego, Rei Negro. Canção minha em pareceria com Satranga de Lima ( Ourival Carolino, hoje morando na França) com a arranjos do Grupo Fé. No Estúdio Verbo Filmes gravei ainda Vândalos de Chocolate e The Pênis S.A. no começo dos anos 1990. Fora uma ou outra apresentação esporádica nas festas estudantis em remotas cidades nas fronteiras de Minas e São Paulo, não fomos muito além do circuito paulistano em termos geográficos. Eventos para pequenos públicos, exceto no ultimo comício de Erundina na Praça da Sé, quando candidata a prefeita da Cidade de São Paulo. Outra exceção ocasional foi a participação em um festival de Reggae no Projeto SP, localizado na Barra Funda. Era uma da grandes salas de SP, com capacidade de abrigar um evento com bandas de projeção internacional , não era o caso, mas certamente se aplicava ao Duhesmo Syndicate. Houve um dado momento em 1989, em que a Tribbu abriu mão de um som fundamentado na percussão, para produzir uma sonoridade dançante, melodias mais pop, arranjos menos intrincados. Os arranjos de Gil Assis ajudaram aparar as arestas de harmonia e tornar as canções mais coesas e amarradas no contexto do repertório. Contudo. Dessa época não há registro de gravação em Estúdio, mas sim de apresentações ao vivo e outra aparição na Tv Cultura, na qual executamos cinco canções em programa comandado por Kid Vinil, cujo nome era Matéria Prima.

A Banda Tribbu, antes mesmo que a idéia e discurso da diversidade étnica e cultural tivesse obtido adeptos, já tinha entre seus membros um exemplo prático. Descendentes de africanos, armênios, coreanos, japoneses, italianos e portugueses. A Banda era composta de gente ex-favelada como eu Anu, João e nossos amigos, filhos da gente branca classe média paulistana, formal e musicalmente educada em conservatórios da cidade. Formações musicais diversas e um vivo interesse pela cultura musical de origem africana, isso é o que tínhamos em comum. Era o que nos movia. A sociabilidade construída em torno da música, fazia com que saíssemos de pontos diferentes da sociedade e da cidade e nos colocava em contato de quatro a cinco dias por semana. Os ensaios que duravam 4 horas em média, depois tinha café nos botecos próximos, visitas de outros músicos, espiadas ocasionais de bêbados, curiosos, pesquisadores, fotógrafos e jornalistas sem pauta. Ocasionalmente as sessões de improvisos (jams) com a participação de músicos atravessavam a noite, a não ser quando uma viatura da policia civil parasse na porta do prédio. Os ensaios eram geralmente precedidos de sessões de improvisação, momento aquecimento, que permitia um diálogo livre entre os músicos, algumas canções surgiam desses improvisos. Iniciava-se com um grooving de contrabaixo e o seqüência de acordes de guitarra, seqüência executada a tomar um forma e definir uma tonalidade que poderia ser alterara por sugestão não declarada dos instrumentas, dependia bastante do estado de ânimo de cada ensaio, mas era um momento prazeroso que aos poucos tornava visível (melhor seria, audível ) as qualidades técnicas e nuances, mas também mostrava os limites, vícios e redundâncias individuais. Este aspecto um pouco chato de observador sonoro por vezes podia descambar para rotulação e se traduzir em preconceitos em relação a determinados fraseados, ostinatos, seqüências melódicas, levadas de bateria etc. Eu, que desde a minha chegada a São Paulo, sempre morei na periferia, tinha medo e encanto pela área central da cidade, aprendi a desvendá-la nessa ocasião. Por volta de 1992 quando a Tribbu se diluiu já transitava com desenvoltura pelo Vale do Anhangabaú, Bexiga, Liberdade, Santa Cecília, República, Paulista a qualquer hora, do dia ou da noite. Pode parecer romantismo bizarro, mas ainda assim vale o relato.

Alguns garotos neo-facistas não tinham onde ensaiar e vez por outra eram obrigados botar o rabo entre as pernas e alugar o estúdio da Tribbu. Quero dizer que deveria ser para ele uma situação de abominável humilhação, ter que pagar (a um negro imprestável) aluguel de um estúdio mixo e deplorável para ter algumas horas de ensaio e criação militante. Me lembro de um deles, um garoto obeso com sotaque macarrônico, me parecia mais cômico e caricato, engraçado mesmo, a despeito do que pretendia não conseguia parecer realmente ameaçador. Procurou-me porque pretendia que produzir uma fita-demo de sua banda e me convidou ir a sua casa na região do Belém. Não me recordo dos detalhes, mas de um sobrado antigo e roto, uma sala modesta com poucos moveis e em uma das paredes a fotografia de Mussolini de um lado, fizera questão de detalhar com os olhos marejados o outro velhinho era seu avó italiano já falecido. Me explicou que o avó chegou jovem ao Brasil nos anos 20, mas se na Itália estivesse nos anos de revolução, teria sido um herói do Dulce. Ele herdou do amável vovó um uniforme dos integralistas brasileiros, com o qual gostava de cantar. Me segredou que “havia um força inexplicável naquela roupa verde”. A música seria a forma ideal, nos novos tempos, para propagar as idéias revolucionárias que defendia. Discursou longamente sobre importância da separação das raças, sobre o público que consumiria seu trabalho, sobre seu sentimento de pertencimento a “Grande e Vitoriosa Itália”. O projeto da fita-demo não se concretizou e hoje nem sequer me recordo seu nome. Havia uma inconsistência sadia nas ideologias político-estéticas que nos seduziam naquela época. Os jovens adeptos dos preceitos Rasta, talvez por falta de alternativa, também se viam obrigados a conviver conosco, digo com as Bandas de musica negra que tocavam música negra com elementos de Reggae, sem transformá-lo em emblema ou preceito religiosos.

Eu, como ascendi a condição de band leader da Tribbu, como porta voz era ocasionalmente criticado por minha postura cética em relação a entrada da cultura rastafari em São Paulo. Um jornalista chamado Jotabe Medeiros, ao perceber esta tensão, grafou uma nota na sua matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, segundo a qual eu e Clelington líder da Banda Wilking Lions, seriamos inimigos mortais, isso rendeu muito pano pra manga e pouca música. Em 1990 formulei um pré-projeto que propunha a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo a ocupação dos teatros de bairros pelas bandas, que aquela altura se organizavam em torno da idéia genérica de musicalidades negras. Além das bandas citadas, havia também o Grupo Afro-Ori-Axé recém criado pelo percussionista Lumumba e os grupos Salada Mista, Dzara Banda, Banda Nem, Carlos Coelho e Banda Lua de Néon, entre muito outros. O projeto foi viabilizado em condições que até então não havíamos tido, como cachê fixo, equipamento de som, iluminação, divulgação, enfim começava a se configurar nessa época uma perspectiva de profissionalização musical. O evento de encerramento do projeto foi realizado auditório do Masp com participação de Itamar Assumpção e Banda, no entanto, A Tribbu, minha própria banda Tribbu ficou fora. O processo de seleção para essa, como as demais etapas consistiu em sorteio, e nós não tivemos a sorte. Isso não era tranqüilo, nem compreensível para meus os parceiros de banda e de movimento. Um adicional nisso era imperdoável, a banda sorteada para tocar ao lado do ídolo Itamar, era composta somente de garotos brancos, fazendo música de preto. Em função disso fui quase proscrito. O “Movimento Negra Música” acabou ali, a Tribbu ainda suspirava sofregamente. O projeto da Banda Tribbu somente parou de respirar, quando fechei a porta e entreguei minha copia de chave ao porteiro do Prédio da Praça João Mendes.

Ainda tem mais, mas paro por aqui......

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Comboio Atlântico - São Paulo e Rio Branco (UFAC)



“São Paulo: seus povos e sua música” na Biblioteca Mário de Andrade Auditório UFAC - Rio Branco. Maio e Dezembro-2011  




Por Salloma Salomão Jovino da Silva
 Relatando nossa tenaz e criativa presença. 
Ana M. K e Banda Comboio Atlântico.
O projeto apresentou palestras seguidas de concertos sobre os diversos povos, nações e  etnias de São Paulo.
Com curadoria musical de Anna Maria Kieffer, a programação do “São Paulo: seus povos e sua música” deste mês traz debates os imigrantes europeus, latino americanos, asiáticos, africanos, etc, sempre seguidos de concertos. Com entrada gratuita, os eventos aconteceram na Biblioteca Pública Mário de Andrade, das 16h às 18h.
O evento buscou difundir e valorizar a diversidade cultural de São Paulo e apresentar alguns recortes das manifestações que diferentes grupos de imigrantes remotos ou recentes  têm produzido na metrópole.
Kolela Kabengele e Luciane Ramos Dançam ao som do Comboio. 


Africanos em São Paulo
Salloma e Luciane Ramos ensaiam entrada. 

Palestrantes:

Maria Lúcia Montes
ossui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1964), mestrado em Sociologia - University of Essex 973) e doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1983).



Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, Antropologia das Religiões, Antropologia das Populações Afro-Brasileiras, Arte e Patrimônio, atuando principalmente nos seguintes temas: construção cultural do espaço urbano, cultura popular, religiões no Brasil, cultura afro-brasileira, patrimônio imaterial, cultura, memória e identidade, arte e história.

Fily Kanoutê- Senegal



Salloma Salomão
Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997), mestrado (2000) e doutorado (2005) em História pela mesma instituição e pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Tem experiência em pesquisa e ensino na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, atuando principalmente nos seguintes temas: Práticas culturais negras nos séculos XIX e XX, identidades étnicas, movimentos negros urbanos. Atua como consultor em projetos de formação continuada de professores para instituições públicas e privadas em temáticas voltadas para: Relações étnico-raciais, História e Culturas Africanas e Afro-Brasileira.



Luiciane Ramos contempla a cidade.

Comboio Atlântico- Musicalidades e corporalidades diaspóricas, africanas e afro-brasileiras
Comboio Atlântico- Musicalidades e corporalidades diaspóricas, africanas e afro-brasileiras

http://www.bemelmans.com.br/annamariakieffer2.htm
07/mai - sábado - 16h às 18h - Africanos
palestras de: Maria Lúcia Montes e Salloma Salomão
apresentação musical: Comboio Atlântico
REALIZAÇÃO
Biblioteca Mário de Andrade e
Associação de Amigos e Patronos da Biblioteca Mário de Andrade
Relase: Desde o século XVI aportam em terras brasileiras africanos das mais variadas procedências. São Paulo, por sua condição, também é feita de cadinhos de áfricas. Antes eram raros os expatriados do tráfico triangular, porém em função do tráfico interno, ao fim do século XIX eram milhões. Atualmente cruzamos o Atlântico em vários sentidos. Alguns afluem à metrópole para intercâmbios culturais, comerciais e acadêmicos, outros em busca de melhores dias. Esses trânsitos ganham várias dimensões, mas as artísticas é que revigoram e dinamizam os laços com a África mãe.  Comboio Atlântico é um diálogo performático entre músicos e dançarinos africanos e brasileiros de origem africana (ou não), que tem no velho continente um ponto de partida estético e filosófico em comum.



Kolela e Luciane Ramos

Salloma Salomão (Historiador e músico) Direção, Voz e Flauta.
Fily Kanoutê (Escritor e músico senegalês de origem malinke) Voz, Violão e Percussão.
Carlinhos Antunes (Músico e pesquisador de sonoridades africanas)  Kora, Ngoni, Violão.
Dinho Nogueira (Músico e educador) Arranjos, Violão, Viola e Urucungo.
Carlos Caçapava (Músico, educador e construtor de instrumentos) Percussão.
Bob de Souza(Músico e pesquisador) Contra Baixo e Bolombato.
Daniel Alves-( Músico e pesquisador) Percussão
Luli Ramos- (Antropóloga e Dancarina).Coreografia-
Kolela Kabengele- (Arquiteto e Bailarino nascido na República Democrática do Congo, de origem Basanga.) Coreografia.
Debora Marçal-(Dançarina, Atriz e Educadora) Iluminação.
Roberto Silva ( Técnico de som Biblioteca Mário de Andrade)  Sonorização.

Dinho Nogueira e Banda Comboio Atlântico


Cena/música
conteúdo
Dançarino/Músico
Iluminação
1-      Cena 1
Instrumental
1-Musica 1
entrada dos tambores
Dialogo em 6/8 Malinke- Yoruba( AfroB)  SOLO Caçapava
Daniel e Jó de um lado e Caçapava do outro
Luz branca laterais
2-      Cena
Instrumental
 2– Musica 2
Kri e Kalimba  e apenas Jó no Djambê, sons mais leves para entrada dos dançarinos

Entra primeiro LULI e depois Kolela
Luz Branca laterais
3-      Cena 3
Vocal instrumental
3 Musica 3
Tambores interagem evoluem até cortar e cair no silêncio, saída dos dançarinos SOLO Daniel
Kolela, LuLi , Caçapava e Jó e Daniel
Luz amarela boca de cena músicos no escuro
4-      Cena 4
Improviso/Sabaalanfon /Africanita (Antunes)

Entrada da Kora e Violão suave, improviso com efeitos de percussão  evoluindo para intro de Seriema
Entrada do Carlinhos e Dinho, Caçapava e Jó e Daniel
Luz amarela palco geral
5-      Cena
 Seriema-Música 5
Entrada Salloma e Bob
Solo vocal Salloma
Todos os músicos/ fim sai a perc. Fica Caçapava
Luz Ambar Salloma vermelha nos demais
6-      Cena 6
Atunes Mungo-Música 6
Solo vocal Carlinhos
Caçapava
Foco Azul polar no Carlinhos e amarela depois em todos
7-      Cena 7
Salia - Carcará- Música 7
Entrada e solo vocal e violão   Filly
Caçapava
Foco vermelho em Fily depois em todos
8-      Cena 8
Kalunga- Música 8
Solo vocal Salloma
Caçapava
 Foco azul esmaecido em  Salloma e verde nos demais em penumbra
9-      Cena 9
Instrumental-Tambores (Escolher)

Retorno do bailarinos propor um tema instrumental mais rápido e pesado para Dança
Retornam Jó e Daniel, Tambores
Luz branca geral até evoluir somente para os dançarinos na boca de cena
10-  Cena 10
Antunes (Música a Escolher)
Solo vocal Carlinhos
Todos os músicos
Luz azul polar Antunes e os demais na penumbra
11-  Cena 11
Viola DAngola Música 11
Solo vocal Salloma
Todos os músicos
Luz Âmbar geral  passando ao verde
12-  Cena 12
Salia - Música 12
solo vocal e violão   Filly
Todos os músicos
Luz Vermelha e transitando para amarelo
13-  Cena 13
Dinha Mira Música 13
Solo vocal Salloma
Todos os músicos
Luz Branca Geral fim







Fily Kanoutê e banda Comboio Atlântico 



Salloma em perfomance. 

Bob de Souza


Caçapava

1
"São Paulo: seus povos e sua música
Biblioteca Mário de Andrade
Secretaria Municipal de Cultura
Prefeitura do Município de São Paulo
SINOPSE
O ciclo
“São Paulo: seus povos e sua música” será o principal evento para celebrar a abertura

total da Biblioteca Mário de Andrade, que ocorrerá em 25 de janeiro de 2011 com grande festividade e cobertura de mídia. A maior e mais importante biblioteca de São Paulo, monumento à
democratização da cultura, totalmente renovada, está pronta para voltar a assumir seu tradicional
papel de ponto de convergência de pensadores, artistas, estudantes e interessados em arte, literatura e cultura em geral. O ciclo oferecerá encontros semanais e temáticos, e cada um deles tratará de determinado grupo de imigrantes, com foco na sua integração com a cidade e na sua riquíssima cultura musical. Cada encontro será composto de uma mesa redonda com especialistas no grupo de imigrantes em questão e seguido de uma apresentação musical representativa daquela comunidade.
Essas apresentações variadas em estilo, são um primoroso resultado de ampla pesquisa musical
elaborada pela curadora artística, Anna Maria Kieffer. Entre instrumentos tradicionais, danças
cantadas, canções litúrgicas e outras tantas raridades, acreditamos que o projeto é a cara da cidade:
diverso, intenso e absolutamente encantador.
OBJETIVOS
O objetivo do ciclo,
“São Paulo: seus povos e sua música”, é difundir as distintas culturas que

se formam e se articulam na cidade de São Paulo, tanto por meio de suas manifestações musicais,
quanto pelo debate das temáticas pertinentes à singular identidade cultural da cidade. Pretende
despertar a percepção dos paulistanos para as características únicas da cidade, além de promover a integração, a tolerância e a discussão de aspectos variados da cultura local, levando-se em
consideração a origem dos diversos grupos e sua integração na cidade. O ciclo mostrará São Paulo
2
como importante centro nacional de arte e cultura e como metrópole de vocação e constituição
cosmopolita.
FORMATO E PESQUISA
O ciclo prevê encontros semanais e, em cada um deles, será contemplado um grupo cultural
diferente. Cada encontro consistirá de mesa redonda com dois palestrantes, que podem ser membros
ou estudiosos da comunidade em questão e deverão, em suas falas, fazer referência, sempre que
possível, ao precioso acervo da Biblioteca Mário de Andrade nessa área. As discussões com
especialistas serão sempre seguidas de apresentações musicais, com o duplo objetivo de envolver o público no conhecimento dessas comunidades, pela abordagem histórica e cultural, e oferecer-lhe
momentos agradáveis de fruição das diferentes manifestações musicais. A referência às obras do
acervo deve criar uma ponte entre o tópico discutido e o conteúdo das obras, de forma a estimular o interesse dos participantes pelo acervo e, consequentemente, levá-lo a frequentar seus espaços. A curadoria musical do projeto está a cargo de Anna Maria Kieffer, pesquisadora e autora do projeto “Cancioneiro Musical”, série de CDs e livros que busca preservar a memória musical dos imigrantes da cidade. Mais do que oferecer apresentações distanciadas do público, nosso intuito é dar ao tema “imigrantes” um recorte mais contemporâneo, com foco nas gerações atuais e nas formas que elas encontraram de relacionar sua herança estrangeira com as influências transculturais da cidade. Os profissionais selecionados para as palestras e apresentações, além de serem exímios conhecedores de sua área de manifestação cultural, desfrutam de prestígio e são influentes dentro e fora de suas comunidades; são indivíduos e grupos com capacidade de mobilizar diferentes públicos e de estabelecer vínculos entre eles e também com a Biblioteca. A mobilização e a participação dessas populações nas atividades da Biblioteca, é mais um dos objetivos deste projeto. Dada a diversidade de grupos de imigrantes que podem ser encontrados em São Paulo, nem todos poderão integrar esse projeto, nesta primeira fase. Escolheram-se, inicialmente, 13 (treze) comunidades de imigrantes.
Abaixo, incluímos a programação parcial dos grupos e alguns profissionais selecionados. Nota-se que tentamos incluir grupos menores e que chegaram mais recentemente à cidade, além dos
‘tradicionais’, numericamente mais representativos. É fundamental enfatizar a diversidade de povos
que compõe a demografia paulistana e a riqueza cultural advinda desse fato.
3
Abertura: Apresentação musical: Música do Mundo – 25/01

Árabes – 29/01
Palestrantes:
Dra. Soraya Smaili
Diretora Cultural e Científica do Instituto de Cultura
Programação musical:
“GUERREIROS: os mouros e a tradição musical do Brasil”
Intérpretes:
Grupo Sami Bordokan
Sami Bordokan, alaúde e canto árabe
Cláudio Kairouz,
kanoun
William Bordokan,
derbaki ,bandir e daff
Eliezer Teixeira, cantador
Trivolim Companhia de Expressões Populares
(Direção Eliezer Teixeira e Marli Damasceno)
Italianos – 05/02
Palestrantes:
 Rosalba Fachinetti
4
Jornalista, bacharel em Comunicação Social pela FAAP-Fundação Álvares Penteado, licenciada em
Pedagogia pela FASP-Faculdades Associadas de São Paulo. É Especialista em Teoria da Comunicação pela Fundação Cásper Líbero e em Filosofia e História da Educação pela PUC. Publicou pela Angellara
Antes que acabe só em pizza, sobre a imigração italiana em São Paulo, na segunda metade do século XX.
- Percival Tirapeli
Música de salão praticada pelos imigrantes nos anos 1910 e 1920:obras de Vidal, Bixio, Tagliaferri. As associações líricas : obras de Rossini. Verdi, Carlos Gomes, Puccini. Herança musical: obras de
Mignone e Guarnieri.
Intérpretes:
Biagio Mario Villani,
piffero / Emilio Ferrara, zampogna
Adelia Issa, soprano
Alessandro Greccho, tenor
Sandro Bodilon, barítono
Leonardo Fernandes, piano
Participação especial: Eloy de Abreu

Russos – 12/02
Palestrantes:
Boris Schnaiderman
Principal intérprete da literatura russa no Brasil, Boris Schnaiderman traduziu diversos autores russos para o português, como Dostoiévski, Tchekhov,
e também, poetas russos. Nasceu em Úman, na Ucrânia, aos oito anos imigrou com os pais para o Brasil. Começou a traduzir autores russos em 1944.
Intérpretes: Coro da Catedral Ortodoxa de São Nicolau
Regentes: Helena Panko Protocevich e Delfim Ricardo Porto JR (Aleluia)
Solista Pe. Konstantino Bussyguin
Leitores: Tatiana Bussyguin e Gustavo Yonemura Ramirez
Obras de compositores russos do Século XIX/XX: Glinka, R. Korsacov, Tchaikowski, Glier,
Rachmaninov, Rubinstein.
Intérpretes:Vesna Bancovic, meio-soprano e Dana Radu, piano.

Japoneses – 19/02
Palestrante:
- Dr. Jo Takahashi
É consultor de arte e cultura na Fundação Japão, onde atuou por 25 anos como administrador
cultural. Desenvolveu e administrou projetos de cooperação cultural entre o Japão e o Brasil. É
criador da produtora Dô Cultural, especializada em cultura japonesa. Jô Takahashi é formado em
arquitetura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com pós-graduação, com ênfase em projetos culturais, em universidades do Brasil e Japão.
- Madalena Natsuko
Possui graduação em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Artes pela Universidade
de São Paulo (1982). Atualmente é Professora Doutora da Universidade de Paulo, onde coordena o
curso de Graduação em Língua e Literatura Japonesa. Tem experiência na área de Letras, com ênfase
em Literatura japonesa, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura japonesa clássica e moderna, pintura e xilogravura japonesa, como também, cultura japonesa. Dedica-se também à produção de obras visuais e à tradução de autores japoneses.
Programação musical:
“Tons de Outono”
A presença da comunidade japonesa em São Paulo, é ressaltada não só pela preservação de suas
manifestações culturais mas também pela atração que essas manifestações têm provocado nos
paulistanos de uma forma geral. Dentre os grupos musicais que mais se têm dedicado ao estudo da
música antiga e contemporânea do Japão, destaca-se a Associação Brasileira de Música Clássica
Japonesa.
Intérpretes:
Danilo Tomic, shakuhachi
Camilo Carrara, violão
Kayami Satomi, violoncelo
Tamie Kitahara, kotô
Yuko Ogura, kotô
Reiko Nagase, kotô
Alexander Iwami, shakuhachi
Germânicos – 26/02
Palestrantes convidados:
- Willi Bolle
Professor titular de Literatura na Universidade de São Paulo. Fez doutorado em Literatura Brasileira
na Universidade de Bochum, Alemanha, onde defendeu sua tese sobre a técnica narrativa de
Guimarães Rosa. Para sua livre-docência em Literatura Alemã na USP (Universidade de São Paulo),
pesquisou a obra de Walter Benjamin e a cultura da República de Weimar. Suas pesquisas tratam dos aspectos relativos à Modernidade no Brasil e na Alemanha e sua intersecção entre a Literatura e a História.
Intérpretes:
Trio Kaiser- Miller- Bock:
Andrea Kaiser, soprano / Gretchen Miller, violoncelo / Vana Bock, violoncelo
Trio MiRiMa:
Uwe Kleber, violino / Gretchen Miller, violoncello / Maria Elisa Risarto, piano
Cantores:
Andrea Kaiser, soprano / Walter Weiszflog, barítono

Húngaros – 12/03
Palestrantes:
- Eva Piller
Ex-presidente da Casa Húngara de São Paulo.
- Anna Verônica Mautner
Psicanalista
Programação musical:
"Karikaso: danças cantadas"
Projeto que evidencia a dança e música vocal húngaras, opondo diferentes tipo de emissão vocal -
presentes nas aldeias e ainda praticadas em São Paulo - à emissão tratada de forma mais erudita,
demonstrada em obras recolhidas nessas aldeias por grandes musicólogos e compositores húngaros
do século XX.
O Grupo Pántlika é dirigido pelo pesquisador e bailarino de origem húngaro-brasileira Pedro Marques,
atual diretor da Casa Húngara , local de concentração das atividades(onde se congrega a maioria das
manifestações) culturais da comunidade em São Paulo.
Intérpretes:
Moças do Grupo Folclórico Pántlika
Pedro Marques, dançarino e percussão corporal
Gedeon Piller,
doromb (berimbau de boca)

Manuela Freua, soprano
Dana Radu, piano

Andinos 19/03
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Terras Altas
Dentre as imigrações mais recentes na cidade de São Paulo, destaca-se a dos andinos, formada por
culturas quéchuas e aimaras de populações oriundas da Bolívia, Peru e norte da Argentina.
Por outro lado, há, em São Paulo, grupos de estudo e da difusão da música e dos instrumentos dessas regiões, desde os anos 1970, inclusive compondo sobre textos tradicionais pré-colombianos.
Neste projeto, pretende-se mesclar conjuntos de música tradicional com a criação contemporânea, a partir dessas tradições, como o trabalho realizado pelo compositor argentino radicado em São Paulo Willy Verdaguer, um dos fundadores do Grupo “Raíces de América”.
Intérpretes:
Músicos tradicionais e urbanos coordenados pelo pesquisador e compositor Willy Verdaguer.
 
Judeus – 26/03
Palestrantes:
Maria Luiza Tucci Carneiro
Historiadora, graduada em História pela Universidade de São Paulo, instituição onde também
desenvolveu seus estudos de pós-graduação em História Social. Desenvolve pesquisas sobre a
questão dos direitos humanos, intolerância, anti-semitismo, etnicidade, escravidão, censura , nazismo
e imigração judaica para o Brasil. É autora dos livros
Judeus e Judaísmo na obra de Lasar Segall, em

co-autoria com Celso Lafer (Ateliê Editorial, 2004), entre outros.
Boris Fausto
Historiador e Cientista Político da Universidade de São Paulo e membro da Academia Brasileira de
Ciências. Em 1953, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco da Universidade
de São Paulo.

Programação musical:
Música Judeu Ashkenasi e Sefaradi
Intérpretes:
Coral Shir Hashirim d Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo
Sylvia Lohn, narradora
David Kullock, hazan
Direção musical e regência: León Halegua

Espanhóis - 02/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes:
Ana Tomé
Elena Pájaro Peres
Programação musical
Recuerdos, lembranzas, lembranças
O título do projeto remete a algumas das diferentes línguas faladas pelos imigrantes que aqui
chegaram vindos de diferentes regiões da Espanha.
Peças tradicionais dessas regiões, recolhidas e harmonizadas por importantes pesquisadores e
compositores contemporâneos da imigração espanhola, testemunham essas diferenças culturais e
lingüísticas, incluindo obras de Granados, Pedrell, Falla, Obradors.
Intérpretes:
Flávio Costa, barítono
Ricardo Ballestero, piano
Gisela Nogueira, violão
Grupo Folclórico Galego Lembranza e Agarimo
Direção Maria Fé Varela Vasquez
10

Poloneses – 09/04
- Edith Gross Hojda
Socióloga
Outro palestrante: a confirmar
Programação musical: “
Gritos das Montanhas”
A comunidade polonesa em São Paulo mantém suas tradições vivas principalmente através da
dedicação da Família Szot, cujos membros continuaram o trabalho iniciado por seu patriarca
Kazimierz Szot, fundador do Grupo de canto, coral e danças folclóricas Wiosna, há 30 anos.
Intérpretes:
Maria Lucia Szot Golebski, soprano e arranjos
Janina Szot de Castro Rocha, meio-soprano, flautas
Jan Szot, baixo-barítono, flautas e arranjos
Tarik Dib, piano
Daniela Szot Golebski Dib e Marileia Alves Dias Szot, bailarinas e coreógrafas
Lucino Szot, apresentador

Portugueses - 16/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes:
Antonio Claret
Diretor do departamento de Promoção e Marketing da Casa de Portugal em São Paulo
Outro palestrante a confirmar
Programação musical:
Cantigas, danças e guitarradas
 
Intérpretes:
Luiza Sawaya, soprano
Achille Picchi, piano e recriação dos acompanhamentos do Cancioneiro
Ricardo Araújo, guitarra portuguesa
Renato Araújo, violão
Saulo Rodrigues, baixo
Agostinho Machado, sanfona
Tocata do Grupo Folclórico da Casa de Portugal
Direção de Agostinho Machado

Coreanos – 30/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Coreanos em São Paulo (título provisório)
Obras de música Coral e tradicional, com instrumentos originais, projeto ainda em fase de elaboração,
com a participação de Fernando Daí e outros.


Africanos – 07/05 (Programa em elaboração)
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Comboio Atlântico
Comboio Atlântico
Os africanos estão presentes no Brasil desde o século XVI e são considerados, já no século XIX, por
Manuel Quirino, como elemento colonizador.
O concerto que encerra a presente série, aborda a herança africana antiga e moderna, incluindo
manifestações musicais da imigração recente. Constitui um diálogo performático entre músicos e
dançarinos africanos e brasileiros de origem africana (ou não), que tem na África um ponto de partida
estético e filosófico em comum.
Obras tradicionais e obras criadas especialmente para a ocasião, sob direção de Salloma Sallomão,
integrando música e dança.
Intérpretes:
Carlinhos Antunes- Kora, Ngoni, Violão
Angelo Flores Cello- Cello e Percussão
Salloma Salomão- Direção, Voz e Flauta
Dinho Nogueira- Arranjos, Violão, Viola e Urucungo
Carlos Caçapava- Percussão.
Fily Kanoutê- Voz, Violão e percussão.
12
Bob de Souza- Contra Baixo e Bolombato.
Rodrigo Star- Bateria
Coreografia- Luli Silva e Kolela Kabenguelê
*Os palestrantes estão em fase de contratação, sujeitos a alterações
PROGRAMAÇÃO E INFORMAÇÕES
PROGRAMAÇÃO
Programamos um total de
14 encontros nesta primeira fase, sendo uma abertura, no dia 25/01,

provisoriamente nomeada “Música do Mundo”, e 13 temáticos, que serão realizados nos sábados
seguintes (com exceção do dia 05/03, Carnaval e 23/04, Páscoa) das 16h00 às 18h00, até o dia 14 de
maio.

LOCAL DE REALIZAÇÃO
Auditório da Biblioteca Mário de Andrade.
A Biblioteca Mário de Andrade é tradicionalmente um centro de referência em literatura e cultura em
geral, está localizada na região central de São Paulo, com fácil acesso de qualquer região da cidade,
próxima a duas estações do metrô, um terminal e paradas de inúmeras linhas de ônibus.
O Auditório, recém reformado, possui capacidade para 170 pessoas, acessibilidade, cadeiras com
apoio para escrita, palco e uma acústica impecável. Além disso, ostenta a beleza deste prédio
histórico, recentemente restaurado e importante exemplar de arquitetura
art déco, que é um íconeda cidade.