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Olhar/Mosaico em perspectiva de práticas e conhecimentos, políticas e artes africanas/diaspóricas. Apenas um biocaminho na esfera. Afim de experimentar toques e palavras, sons e ruídos, notas tortas e dissonâncias. Apalpando e sorvendo quase tudo, no cosmo, na Américafrolatina, quase na beira do Atlântico.Por desvelar e re-conhecer as partes e o todo na busca do estar pleno no mundo, enquanto for.

SILVA, Salloma Salomão Jovino da. Bio-caminho

salloma Salomão Jovino da Silva, "Salloma Salomão é um dos vencedores do CONCURSO NACIONAL DE DRAMATURGIA RUTH DE SOUZA, em São Paulo, 2004. Professor da FSA-SP, Produtor Cultural, Músico e Historiador. Pesquisador financiado pela Capes e CNPQ, investigador vistante do Instituto de Ciências Socais da Universidade de Lisboa. Orientações Dra Maria Odila Leite da Silva, Dr José Machado Pais e Dra Antonieta Antonacci. Lançou trabalhos artíticos e de pesquisa sobre musicalidades negras na diáspora. Segue curioso pelo Brasil e mundo afora atrás do rastros da diápora negra. #CORRENTE- LIBERTADORA: O QUILOMBO DA MEMÓRIA-VÍDEO- 1990- ADVP-FANTASMA. #AFRORIGEM-CD- 1995- CD-ARUANDA MUNDI. #OS SONS QUE VEM DAS RUAS- 1997- SELO NEGRO. #O DIA DAS TRIBOS-CD-1998-ARUANDA MUNDI. #UM MUNDO PRETO PAULISTANO- TCC-HISTÓRIA-PUC-SP 1997- ARUANDA MUNDI. #A POLIFONIA DO PROTESTO NEGRO- 2000-DISSERTAÇÃO DE MESTRADO- PUC-SP. #MEMÓRIAS SONORAS DA NOITE- CD - 2002 -ARUANDA MUNDI #AS MARIMBAS DE DEBRET- ICS-PT- 2003. #MEMÓRIAS SONORAS DA NOITE- TESE DE DOUTORADO- 2005- PUC-SP. #FACES DA TARDE DE UM MESMO SENTIMENTO- CD- 2008- ARUANDA SALLOMA 30 ANOS DE MUSICALIDADE E NEGRITUDE- DVD-2010- ARUANDA MUNDI.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Comboio Atlântico - São Paulo e Rio Branco (UFAC)



“São Paulo: seus povos e sua música” na Biblioteca Mário de Andrade Auditório UFAC - Rio Branco. Maio e Dezembro-2011  




Por Salloma Salomão Jovino da Silva
 Relatando nossa tenaz e criativa presença. 
Ana M. K e Banda Comboio Atlântico.
O projeto apresentou palestras seguidas de concertos sobre os diversos povos, nações e  etnias de São Paulo.
Com curadoria musical de Anna Maria Kieffer, a programação do “São Paulo: seus povos e sua música” deste mês traz debates os imigrantes europeus, latino americanos, asiáticos, africanos, etc, sempre seguidos de concertos. Com entrada gratuita, os eventos aconteceram na Biblioteca Pública Mário de Andrade, das 16h às 18h.
O evento buscou difundir e valorizar a diversidade cultural de São Paulo e apresentar alguns recortes das manifestações que diferentes grupos de imigrantes remotos ou recentes  têm produzido na metrópole.
Kolela Kabengele e Luciane Ramos Dançam ao som do Comboio. 


Africanos em São Paulo
Salloma e Luciane Ramos ensaiam entrada. 

Palestrantes:

Maria Lúcia Montes
ossui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1964), mestrado em Sociologia - University of Essex 973) e doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1983).



Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, Antropologia das Religiões, Antropologia das Populações Afro-Brasileiras, Arte e Patrimônio, atuando principalmente nos seguintes temas: construção cultural do espaço urbano, cultura popular, religiões no Brasil, cultura afro-brasileira, patrimônio imaterial, cultura, memória e identidade, arte e história.

Fily Kanoutê- Senegal



Salloma Salomão
Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997), mestrado (2000) e doutorado (2005) em História pela mesma instituição e pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Tem experiência em pesquisa e ensino na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, atuando principalmente nos seguintes temas: Práticas culturais negras nos séculos XIX e XX, identidades étnicas, movimentos negros urbanos. Atua como consultor em projetos de formação continuada de professores para instituições públicas e privadas em temáticas voltadas para: Relações étnico-raciais, História e Culturas Africanas e Afro-Brasileira.



Luiciane Ramos contempla a cidade.

Comboio Atlântico- Musicalidades e corporalidades diaspóricas, africanas e afro-brasileiras
Comboio Atlântico- Musicalidades e corporalidades diaspóricas, africanas e afro-brasileiras

http://www.bemelmans.com.br/annamariakieffer2.htm
07/mai - sábado - 16h às 18h - Africanos
palestras de: Maria Lúcia Montes e Salloma Salomão
apresentação musical: Comboio Atlântico
REALIZAÇÃO
Biblioteca Mário de Andrade e
Associação de Amigos e Patronos da Biblioteca Mário de Andrade
Relase: Desde o século XVI aportam em terras brasileiras africanos das mais variadas procedências. São Paulo, por sua condição, também é feita de cadinhos de áfricas. Antes eram raros os expatriados do tráfico triangular, porém em função do tráfico interno, ao fim do século XIX eram milhões. Atualmente cruzamos o Atlântico em vários sentidos. Alguns afluem à metrópole para intercâmbios culturais, comerciais e acadêmicos, outros em busca de melhores dias. Esses trânsitos ganham várias dimensões, mas as artísticas é que revigoram e dinamizam os laços com a África mãe.  Comboio Atlântico é um diálogo performático entre músicos e dançarinos africanos e brasileiros de origem africana (ou não), que tem no velho continente um ponto de partida estético e filosófico em comum.



Kolela e Luciane Ramos

Salloma Salomão (Historiador e músico) Direção, Voz e Flauta.
Fily Kanoutê (Escritor e músico senegalês de origem malinke) Voz, Violão e Percussão.
Carlinhos Antunes (Músico e pesquisador de sonoridades africanas)  Kora, Ngoni, Violão.
Dinho Nogueira (Músico e educador) Arranjos, Violão, Viola e Urucungo.
Carlos Caçapava (Músico, educador e construtor de instrumentos) Percussão.
Bob de Souza(Músico e pesquisador) Contra Baixo e Bolombato.
Daniel Alves-( Músico e pesquisador) Percussão
Luli Ramos- (Antropóloga e Dancarina).Coreografia-
Kolela Kabengele- (Arquiteto e Bailarino nascido na República Democrática do Congo, de origem Basanga.) Coreografia.
Debora Marçal-(Dançarina, Atriz e Educadora) Iluminação.
Roberto Silva ( Técnico de som Biblioteca Mário de Andrade)  Sonorização.

Dinho Nogueira e Banda Comboio Atlântico


Cena/música
conteúdo
Dançarino/Músico
Iluminação
1-      Cena 1
Instrumental
1-Musica 1
entrada dos tambores
Dialogo em 6/8 Malinke- Yoruba( AfroB)  SOLO Caçapava
Daniel e Jó de um lado e Caçapava do outro
Luz branca laterais
2-      Cena
Instrumental
 2– Musica 2
Kri e Kalimba  e apenas Jó no Djambê, sons mais leves para entrada dos dançarinos

Entra primeiro LULI e depois Kolela
Luz Branca laterais
3-      Cena 3
Vocal instrumental
3 Musica 3
Tambores interagem evoluem até cortar e cair no silêncio, saída dos dançarinos SOLO Daniel
Kolela, LuLi , Caçapava e Jó e Daniel
Luz amarela boca de cena músicos no escuro
4-      Cena 4
Improviso/Sabaalanfon /Africanita (Antunes)

Entrada da Kora e Violão suave, improviso com efeitos de percussão  evoluindo para intro de Seriema
Entrada do Carlinhos e Dinho, Caçapava e Jó e Daniel
Luz amarela palco geral
5-      Cena
 Seriema-Música 5
Entrada Salloma e Bob
Solo vocal Salloma
Todos os músicos/ fim sai a perc. Fica Caçapava
Luz Ambar Salloma vermelha nos demais
6-      Cena 6
Atunes Mungo-Música 6
Solo vocal Carlinhos
Caçapava
Foco Azul polar no Carlinhos e amarela depois em todos
7-      Cena 7
Salia - Carcará- Música 7
Entrada e solo vocal e violão   Filly
Caçapava
Foco vermelho em Fily depois em todos
8-      Cena 8
Kalunga- Música 8
Solo vocal Salloma
Caçapava
 Foco azul esmaecido em  Salloma e verde nos demais em penumbra
9-      Cena 9
Instrumental-Tambores (Escolher)

Retorno do bailarinos propor um tema instrumental mais rápido e pesado para Dança
Retornam Jó e Daniel, Tambores
Luz branca geral até evoluir somente para os dançarinos na boca de cena
10-  Cena 10
Antunes (Música a Escolher)
Solo vocal Carlinhos
Todos os músicos
Luz azul polar Antunes e os demais na penumbra
11-  Cena 11
Viola DAngola Música 11
Solo vocal Salloma
Todos os músicos
Luz Âmbar geral  passando ao verde
12-  Cena 12
Salia - Música 12
solo vocal e violão   Filly
Todos os músicos
Luz Vermelha e transitando para amarelo
13-  Cena 13
Dinha Mira Música 13
Solo vocal Salloma
Todos os músicos
Luz Branca Geral fim







Fily Kanoutê e banda Comboio Atlântico 



Salloma em perfomance. 

Bob de Souza


Caçapava

1
"São Paulo: seus povos e sua música
Biblioteca Mário de Andrade
Secretaria Municipal de Cultura
Prefeitura do Município de São Paulo
SINOPSE
O ciclo
“São Paulo: seus povos e sua música” será o principal evento para celebrar a abertura

total da Biblioteca Mário de Andrade, que ocorrerá em 25 de janeiro de 2011 com grande festividade e cobertura de mídia. A maior e mais importante biblioteca de São Paulo, monumento à
democratização da cultura, totalmente renovada, está pronta para voltar a assumir seu tradicional
papel de ponto de convergência de pensadores, artistas, estudantes e interessados em arte, literatura e cultura em geral. O ciclo oferecerá encontros semanais e temáticos, e cada um deles tratará de determinado grupo de imigrantes, com foco na sua integração com a cidade e na sua riquíssima cultura musical. Cada encontro será composto de uma mesa redonda com especialistas no grupo de imigrantes em questão e seguido de uma apresentação musical representativa daquela comunidade.
Essas apresentações variadas em estilo, são um primoroso resultado de ampla pesquisa musical
elaborada pela curadora artística, Anna Maria Kieffer. Entre instrumentos tradicionais, danças
cantadas, canções litúrgicas e outras tantas raridades, acreditamos que o projeto é a cara da cidade:
diverso, intenso e absolutamente encantador.
OBJETIVOS
O objetivo do ciclo,
“São Paulo: seus povos e sua música”, é difundir as distintas culturas que

se formam e se articulam na cidade de São Paulo, tanto por meio de suas manifestações musicais,
quanto pelo debate das temáticas pertinentes à singular identidade cultural da cidade. Pretende
despertar a percepção dos paulistanos para as características únicas da cidade, além de promover a integração, a tolerância e a discussão de aspectos variados da cultura local, levando-se em
consideração a origem dos diversos grupos e sua integração na cidade. O ciclo mostrará São Paulo
2
como importante centro nacional de arte e cultura e como metrópole de vocação e constituição
cosmopolita.
FORMATO E PESQUISA
O ciclo prevê encontros semanais e, em cada um deles, será contemplado um grupo cultural
diferente. Cada encontro consistirá de mesa redonda com dois palestrantes, que podem ser membros
ou estudiosos da comunidade em questão e deverão, em suas falas, fazer referência, sempre que
possível, ao precioso acervo da Biblioteca Mário de Andrade nessa área. As discussões com
especialistas serão sempre seguidas de apresentações musicais, com o duplo objetivo de envolver o público no conhecimento dessas comunidades, pela abordagem histórica e cultural, e oferecer-lhe
momentos agradáveis de fruição das diferentes manifestações musicais. A referência às obras do
acervo deve criar uma ponte entre o tópico discutido e o conteúdo das obras, de forma a estimular o interesse dos participantes pelo acervo e, consequentemente, levá-lo a frequentar seus espaços. A curadoria musical do projeto está a cargo de Anna Maria Kieffer, pesquisadora e autora do projeto “Cancioneiro Musical”, série de CDs e livros que busca preservar a memória musical dos imigrantes da cidade. Mais do que oferecer apresentações distanciadas do público, nosso intuito é dar ao tema “imigrantes” um recorte mais contemporâneo, com foco nas gerações atuais e nas formas que elas encontraram de relacionar sua herança estrangeira com as influências transculturais da cidade. Os profissionais selecionados para as palestras e apresentações, além de serem exímios conhecedores de sua área de manifestação cultural, desfrutam de prestígio e são influentes dentro e fora de suas comunidades; são indivíduos e grupos com capacidade de mobilizar diferentes públicos e de estabelecer vínculos entre eles e também com a Biblioteca. A mobilização e a participação dessas populações nas atividades da Biblioteca, é mais um dos objetivos deste projeto. Dada a diversidade de grupos de imigrantes que podem ser encontrados em São Paulo, nem todos poderão integrar esse projeto, nesta primeira fase. Escolheram-se, inicialmente, 13 (treze) comunidades de imigrantes.
Abaixo, incluímos a programação parcial dos grupos e alguns profissionais selecionados. Nota-se que tentamos incluir grupos menores e que chegaram mais recentemente à cidade, além dos
‘tradicionais’, numericamente mais representativos. É fundamental enfatizar a diversidade de povos
que compõe a demografia paulistana e a riqueza cultural advinda desse fato.
3
Abertura: Apresentação musical: Música do Mundo – 25/01

Árabes – 29/01
Palestrantes:
Dra. Soraya Smaili
Diretora Cultural e Científica do Instituto de Cultura
Programação musical:
“GUERREIROS: os mouros e a tradição musical do Brasil
Intérpretes:
Grupo Sami Bordokan
Sami Bordokan, alaúde e canto árabe
Cláudio Kairouz,
kanoun
William Bordokan,
derbaki ,bandir e daff
Eliezer Teixeira, cantador
Trivolim Companhia de Expressões Populares
(Direção Eliezer Teixeira e Marli Damasceno)
Italianos – 05/02
Palestrantes:
 Rosalba Fachinetti
4
Jornalista, bacharel em Comunicação Social pela FAAP-Fundação Álvares Penteado, licenciada em
Pedagogia pela FASP-Faculdades Associadas de São Paulo. É Especialista em Teoria da Comunicação pela Fundação Cásper Líbero e em Filosofia e História da Educação pela PUC. Publicou pela Angellara
Antes que acabe só em pizza, sobre a imigração italiana em São Paulo, na segunda metade do século XX.
- Percival Tirapeli
Música de salão praticada pelos imigrantes nos anos 1910 e 1920:obras de Vidal, Bixio, Tagliaferri. As associações líricas : obras de Rossini. Verdi, Carlos Gomes, Puccini. Herança musical: obras de
Mignone e Guarnieri.
Intérpretes:
Biagio Mario Villani,
piffero / Emilio Ferrara, zampogna
Adelia Issa, soprano
Alessandro Greccho, tenor
Sandro Bodilon, barítono
Leonardo Fernandes, piano
Participação especial: Eloy de Abreu

Russos – 12/02
Palestrantes:
Boris Schnaiderman
Principal intérprete da literatura russa no Brasil, Boris Schnaiderman traduziu diversos autores russos para o português, como Dostoiévski, Tchekhov,
e também, poetas russos. Nasceu em Úman, na Ucrânia, aos oito anos imigrou com os pais para o Brasil. Começou a traduzir autores russos em 1944.
Intérpretes: Coro da Catedral Ortodoxa de São Nicolau
Regentes: Helena Panko Protocevich e Delfim Ricardo Porto JR (Aleluia)
Solista Pe. Konstantino Bussyguin
Leitores: Tatiana Bussyguin e Gustavo Yonemura Ramirez
Obras de compositores russos do Século XIX/XX: Glinka, R. Korsacov, Tchaikowski, Glier,
Rachmaninov, Rubinstein.
Intérpretes:Vesna Bancovic, meio-soprano e Dana Radu, piano.

Japoneses – 19/02
Palestrante:
- Dr. Jo Takahashi
É consultor de arte e cultura na Fundação Japão, onde atuou por 25 anos como administrador
cultural. Desenvolveu e administrou projetos de cooperação cultural entre o Japão e o Brasil. É
criador da produtora Dô Cultural, especializada em cultura japonesa. Jô Takahashi é formado em
arquitetura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com pós-graduação, com ênfase em projetos culturais, em universidades do Brasil e Japão.
- Madalena Natsuko
Possui graduação em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Artes pela Universidade
de São Paulo (1982). Atualmente é Professora Doutora da Universidade de Paulo, onde coordena o
curso de Graduação em Língua e Literatura Japonesa. Tem experiência na área de Letras, com ênfase
em Literatura japonesa, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura japonesa clássica e moderna, pintura e xilogravura japonesa, como também, cultura japonesa. Dedica-se também à produção de obras visuais e à tradução de autores japoneses.
Programação musical:
“Tons de Outono”
A presença da comunidade japonesa em São Paulo, é ressaltada não só pela preservação de suas
manifestações culturais mas também pela atração que essas manifestações têm provocado nos
paulistanos de uma forma geral. Dentre os grupos musicais que mais se têm dedicado ao estudo da
música antiga e contemporânea do Japão, destaca-se a Associação Brasileira de Música Clássica
Japonesa.
Intérpretes:
Danilo Tomic, shakuhachi
Camilo Carrara, violão
Kayami Satomi, violoncelo
Tamie Kitahara, kotô
Yuko Ogura, kotô
Reiko Nagase, kotô
Alexander Iwami, shakuhachi
Germânicos – 26/02
Palestrantes convidados:
- Willi Bolle
Professor titular de Literatura na Universidade de São Paulo. Fez doutorado em Literatura Brasileira
na Universidade de Bochum, Alemanha, onde defendeu sua tese sobre a técnica narrativa de
Guimarães Rosa. Para sua livre-docência em Literatura Alemã na USP (Universidade de São Paulo),
pesquisou a obra de Walter Benjamin e a cultura da República de Weimar. Suas pesquisas tratam dos aspectos relativos à Modernidade no Brasil e na Alemanha e sua intersecção entre a Literatura e a História.
Intérpretes:
Trio Kaiser- Miller- Bock:
Andrea Kaiser, soprano / Gretchen Miller, violoncelo / Vana Bock, violoncelo
Trio MiRiMa:
Uwe Kleber, violino / Gretchen Miller, violoncello / Maria Elisa Risarto, piano
Cantores:
Andrea Kaiser, soprano / Walter Weiszflog, barítono

Húngaros – 12/03
Palestrantes:
- Eva Piller
Ex-presidente da Casa Húngara de São Paulo.
- Anna Verônica Mautner
Psicanalista
Programação musical:
"Karikaso: danças cantadas"
Projeto que evidencia a dança e música vocal húngaras, opondo diferentes tipo de emissão vocal -
presentes nas aldeias e ainda praticadas em São Paulo - à emissão tratada de forma mais erudita,
demonstrada em obras recolhidas nessas aldeias por grandes musicólogos e compositores húngaros
do século XX.
O Grupo Pántlika é dirigido pelo pesquisador e bailarino de origem húngaro-brasileira Pedro Marques,
atual diretor da Casa Húngara , local de concentração das atividades(onde se congrega a maioria das
manifestações) culturais da comunidade em São Paulo.
Intérpretes:
Moças do Grupo Folclórico Pántlika
Pedro Marques, dançarino e percussão corporal
Gedeon Piller,
doromb (berimbau de boca)

Manuela Freua, soprano
Dana Radu, piano

Andinos 19/03
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Terras Altas
Dentre as imigrações mais recentes na cidade de São Paulo, destaca-se a dos andinos, formada por
culturas quéchuas e aimaras de populações oriundas da Bolívia, Peru e norte da Argentina.
Por outro lado, há, em São Paulo, grupos de estudo e da difusão da música e dos instrumentos dessas regiões, desde os anos 1970, inclusive compondo sobre textos tradicionais pré-colombianos.
Neste projeto, pretende-se mesclar conjuntos de música tradicional com a criação contemporânea, a partir dessas tradições, como o trabalho realizado pelo compositor argentino radicado em São Paulo Willy Verdaguer, um dos fundadores do Grupo “Raíces de América”.
Intérpretes:
Músicos tradicionais e urbanos coordenados pelo pesquisador e compositor Willy Verdaguer.
 
Judeus – 26/03
Palestrantes:
Maria Luiza Tucci Carneiro
Historiadora, graduada em História pela Universidade de São Paulo, instituição onde também
desenvolveu seus estudos de pós-graduação em História Social. Desenvolve pesquisas sobre a
questão dos direitos humanos, intolerância, anti-semitismo, etnicidade, escravidão, censura , nazismo
e imigração judaica para o Brasil. É autora dos livros
Judeus e Judaísmo na obra de Lasar Segall, em

co-autoria com Celso Lafer (Ateliê Editorial, 2004), entre outros.
Boris Fausto
Historiador e Cientista Político da Universidade de São Paulo e membro da Academia Brasileira de
Ciências. Em 1953, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco da Universidade
de São Paulo.

Programação musical:
Música Judeu Ashkenasi e Sefaradi
Intérpretes:
Coral Shir Hashirim d Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo
Sylvia Lohn, narradora
David Kullock, hazan
Direção musical e regência: León Halegua

Espanhóis - 02/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes:
Ana Tomé
Elena Pájaro Peres
Programação musical
Recuerdos, lembranzas, lembranças
O título do projeto remete a algumas das diferentes línguas faladas pelos imigrantes que aqui
chegaram vindos de diferentes regiões da Espanha.
Peças tradicionais dessas regiões, recolhidas e harmonizadas por importantes pesquisadores e
compositores contemporâneos da imigração espanhola, testemunham essas diferenças culturais e
lingüísticas, incluindo obras de Granados, Pedrell, Falla, Obradors.
Intérpretes:
Flávio Costa, barítono
Ricardo Ballestero, piano
Gisela Nogueira, violão
Grupo Folclórico Galego Lembranza e Agarimo
Direção Maria Fé Varela Vasquez
10

Poloneses – 09/04
- Edith Gross Hojda
Socióloga
Outro palestrante: a confirmar
Programação musical: “
Gritos das Montanhas”
A comunidade polonesa em São Paulo mantém suas tradições vivas principalmente através da
dedicação da Família Szot, cujos membros continuaram o trabalho iniciado por seu patriarca
Kazimierz Szot, fundador do Grupo de canto, coral e danças folclóricas Wiosna, há 30 anos.
Intérpretes:
Maria Lucia Szot Golebski, soprano e arranjos
Janina Szot de Castro Rocha, meio-soprano, flautas
Jan Szot, baixo-barítono, flautas e arranjos
Tarik Dib, piano
Daniela Szot Golebski Dib e Marileia Alves Dias Szot, bailarinas e coreógrafas
Lucino Szot, apresentador

Portugueses - 16/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes:
Antonio Claret
Diretor do departamento de Promoção e Marketing da Casa de Portugal em São Paulo
Outro palestrante a confirmar
Programação musical:
Cantigas, danças e guitarradas
 
Intérpretes:
Luiza Sawaya, soprano
Achille Picchi, piano e recriação dos acompanhamentos do Cancioneiro
Ricardo Araújo, guitarra portuguesa
Renato Araújo, violão
Saulo Rodrigues, baixo
Agostinho Machado, sanfona
Tocata do Grupo Folclórico da Casa de Portugal
Direção de Agostinho Machado

Coreanos – 30/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Coreanos em São Paulo (título provisório)
Obras de música Coral e tradicional, com instrumentos originais, projeto ainda em fase de elaboração,
com a participação de Fernando Daí e outros.


Africanos – 07/05 (Programa em elaboração)
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Comboio Atlântico
Comboio Atlântico
Os africanos estão presentes no Brasil desde o século XVI e são considerados, já no século XIX, por
Manuel Quirino, como elemento colonizador.
O concerto que encerra a presente série, aborda a herança africana antiga e moderna, incluindo
manifestações musicais da imigração recente. Constitui um diálogo performático entre músicos e
dançarinos africanos e brasileiros de origem africana (ou não), que tem na África um ponto de partida
estético e filosófico em comum.
Obras tradicionais e obras criadas especialmente para a ocasião, sob direção de Salloma Sallomão,
integrando música e dança.
Intérpretes:
Carlinhos Antunes- Kora, Ngoni, Violão
Angelo Flores Cello- Cello e Percussão
Salloma Salomão- Direção, Voz e Flauta
Dinho Nogueira- Arranjos, Violão, Viola e Urucungo
Carlos Caçapava- Percussão.
Fily Kanoutê- Voz, Violão e percussão.
12
Bob de Souza- Contra Baixo e Bolombato.
Rodrigo Star- Bateria
Coreografia- Luli Silva e Kolela Kabenguelê
*Os palestrantes estão em fase de contratação, sujeitos a alterações
PROGRAMAÇÃO E INFORMAÇÕES
PROGRAMAÇÃO
Programamos um total de
14 encontros nesta primeira fase, sendo uma abertura, no dia 25/01,

provisoriamente nomeada “Música do Mundo”, e 13 temáticos, que serão realizados nos sábados
seguintes (com exceção do dia 05/03, Carnaval e 23/04, Páscoa) das 16h00 às 18h00, até o dia 14 de
maio.

LOCAL DE REALIZAÇÃO
Auditório da Biblioteca Mário de Andrade.
A Biblioteca Mário de Andrade é tradicionalmente um centro de referência em literatura e cultura em
geral, está localizada na região central de São Paulo, com fácil acesso de qualquer região da cidade,
próxima a duas estações do metrô, um terminal e paradas de inúmeras linhas de ônibus.
O Auditório, recém reformado, possui capacidade para 170 pessoas, acessibilidade, cadeiras com
apoio para escrita, palco e uma acústica impecável. Além disso, ostenta a beleza deste prédio
histórico, recentemente restaurado e importante exemplar de arquitetura
art déco, que é um íconeda cidade.