SILVA, Salloma Salomão Jovino da. Bio-caminho

salloma Salomão Jovino da Silva, "Salloma Salomão é um dos vencedores do CONCURSO NACIONAL DE DRAMATURGIA RUTH DE SOUZA, em São Paulo, 2004. por dez anos foi Professor da FSA-SP, Produtor Cultural, Músico, Dramaturgo, Ator e Historiador. Pesquisador financiado pela Capes e CNPQ, investigador vistante do Instituto de Ciências Socais da Universidade de Lisboa. Orientações Dra Maria Odila Leite da Silva, Dr José Machado Pais e Dra Antonieta Antonacci. Lançou trabalhos artísticos e de pesquisa sobre musicalidades e teatralidades negras na diáspora. Segue curioso pelo Brasil e mundo afora atrás do rastros da diáspora negra. #CORRENTE- LIBERTADORA: O QUILOMBO DA MEMÓRIA-VÍDEO- 1990- ADVP-FANTASMA. #AFRORIGEM-CD- 1995- CD-ARUANDA MUNDI. #OS SONS QUE VEM DAS RUAS- 1997- SELO NEGRO. #O DIA DAS TRIBOS-CD-1998-ARUANDA MUNDI. #UM MUNDO PRETO PAULISTANO- TCC-HISTÓRIA-PUC-SP 1997- ARUANDA MUNDI. #A POLIFONIA DO PROTESTO NEGRO- 2000-DISSERTAÇÃO DE MESTRADO- PUC-SP. #MEMÓRIAS SONORAS DA NOITE- CD - 2002 -ARUANDA MUNDI #AS MARIMBAS DE DEBRET- ICS-PT- 2003. #MEMÓRIAS SONORAS DA NOITE- TESE DE DOUTORADO- 2005- PUC-SP. #FACES DA TARDE DE UM MESMO SENTIMENTO- CD- 2008- ARUANDA SALLOMA 30 ANOS DE MUSICALIDADE E NEGRITUDE- DVD-2010- ARUANDA MUNDI. Elenco de Gota D'Água Preta 2019, Criador de Agosto na cidade murada.

sábado, 9 de maio de 2020

Comboio Atlântico


“São Paulo: seus povos e sua música” na Biblioteca Mário de Andrade Auditório UFAC - Rio Branco. Maio e Dezembro-2011  





Por Salloma Salomão Jovino da Silva

 Relatando nossa tenaz e criativa presença. 
Ana M. K e Banda Comboio Atlântico.
O projeto apresentou palestras seguidas de concertos sobre os diversos povos, nações e  etnias de São Paulo.
Com curadoria musical de Anna Maria Kieffer, a programação do “São Paulo: seus povos e sua música” deste mês traz debates os imigrantes europeus, latino americanos, asiáticos, africanos, etc, sempre seguidos de concertos. Com entrada gratuita, os eventos aconteceram na Biblioteca Pública Mário de Andrade, das 16h às 18h.
O evento buscou difundir e valorizar a diversidade cultural de São Paulo e apresentar alguns recortes das manifestações que diferentes grupos de imigrantes remotos ou recentes  têm produzido na metrópole.
Kolela Kabengele e Luciane Ramos Dançam ao som do Comboio. 


Africanos em São Paulo
Salloma e Luciane Ramos ensaiam entrada. 

Palestrantes:

Maria Lúcia Montes
ossui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1964), mestrado em Sociologia - University of Essex 973) e doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1983).



Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, Antropologia das Religiões, Antropologia das Populações Afro-Brasileiras, Arte e Patrimônio, atuando principalmente nos seguintes temas: construção cultural do espaço urbano, cultura popular, religiões no Brasil, cultura afro-brasileira, patrimônio imaterial, cultura, memória e identidade, arte e história.

Fily Kanoutê- Senegal



Salloma Salomão
Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997), mestrado (2000) e doutorado (2005) em História pela mesma instituição e pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Tem experiência em pesquisa e ensino na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, atuando principalmente nos seguintes temas: Práticas culturais negras nos séculos XIX e XX, identidades étnicas, movimentos negros urbanos. Atua como consultor em projetos de formação continuada de professores para instituições públicas e privadas em temáticas voltadas para: Relações étnico-raciais, História e Culturas Africanas e Afro-Brasileira.



Luiciane Ramos contempla a cidade.

Comboio Atlântico- Musicalidades e corporalidades diaspóricas, africanas e afro-brasileiras
Comboio Atlântico- Musicalidades e corporalidades diaspóricas, africanas e afro-brasileiras

http://www.bemelmans.com.br/annamariakieffer2.htm
07/mai - sábado - 16h às 18h - Africanos
palestras de: Maria Lúcia Montes e Salloma Salomão
apresentação musical: Comboio Atlântico
REALIZAÇÃO
Biblioteca Mário de Andrade e
Associação de Amigos e Patronos da Biblioteca Mário de Andrade
Relase: Desde o século XVI aportam em terras brasileiras africanos das mais variadas procedências. São Paulo, por sua condição, também é feita de cadinhos de áfricas. Antes eram raros os expatriados do tráfico triangular, porém em função do tráfico interno, ao fim do século XIX eram milhões. Atualmente cruzamos o Atlântico em vários sentidos. Alguns afluem à metrópole para intercâmbios culturais, comerciais e acadêmicos, outros em busca de melhores dias. Esses trânsitos ganham várias dimensões, mas as artísticas é que revigoram e dinamizam os laços com a África mãe.  Comboio Atlântico é um diálogo performático entre músicos e dançarinos africanos e brasileiros de origem africana (ou não), que tem no velho continente um ponto de partida estético e filosófico em comum.



Kolela e Luciane Ramos

Salloma Salomão (Historiador e músico) Direção, Voz e Flauta.
Fily Kanoutê (Escritor e músico senegalês de origem malinke) Voz, Violão e Percussão.
Carlinhos Antunes (Músico e pesquisador de sonoridades africanas)  Kora, Ngoni, Violão.
Dinho Nogueira (Músico e educador) Arranjos, Violão, Viola e Urucungo.
Carlos Caçapava (Músico, educador e construtor de instrumentos) Percussão.
Bob de Souza(Músico e pesquisador) Contra Baixo e Bolombato.
Daniel Alves-( Músico e pesquisador) Percussão
Luli Ramos- (Antropóloga e Dancarina).Coreografia-
Kolela Kabengele- (Arquiteto e Bailarino nascido na República Democrática do Congo, de origem Basanga.) Coreografia.
Debora Marçal-(Dançarina, Atriz e Educadora) Iluminação.
Roberto Silva ( Técnico de som Biblioteca Mário de Andrade)  Sonorização.

Dinho Nogueira e Banda Comboio Atlântico




Fily Kanoutê e banda Comboio Atlântico 



Salloma em perfomance. 

Bob de Souza


Caçapava


1

"São Paulo: seus povos e sua música
Biblioteca Mário de Andrade
Secretaria Municipal de Cultura
Prefeitura do Município de São Paulo
SINOPSE
O ciclo
“São Paulo: seus povos e sua música” será o principal evento para celebrar a abertura

total da Biblioteca Mário de Andrade, que ocorrerá em 25 de janeiro de 2011 com grande festividade e cobertura de mídia. A maior e mais importante biblioteca de São Paulo, monumento à
democratização da cultura, totalmente renovada, está pronta para voltar a assumir seu tradicional
papel de ponto de convergência de pensadores, artistas, estudantes e interessados em arte, literatura e cultura em geral. O ciclo oferecerá encontros semanais e temáticos, e cada um deles tratará de determinado grupo de imigrantes, com foco na sua integração com a cidade e na sua riquíssima cultura musical. Cada encontro será composto de uma mesa redonda com especialistas no grupo de imigrantes em questão e seguido de uma apresentação musical representativa daquela comunidade.
Essas apresentações variadas em estilo, são um primoroso resultado de ampla pesquisa musical
elaborada pela curadora artística, Anna Maria Kieffer. Entre instrumentos tradicionais, danças
cantadas, canções litúrgicas e outras tantas raridades, acreditamos que o projeto é a cara da cidade:
diverso, intenso e absolutamente encantador.

OBJETIVOS

O objetivo do ciclo,
“São Paulo: seus povos e sua música”, é difundir as distintas culturas que

se formam e se articulam na cidade de São Paulo, tanto por meio de suas manifestações musicais,
quanto pelo debate das temáticas pertinentes à singular identidade cultural da cidade. Pretende
despertar a percepção dos paulistanos para as características únicas da cidade, além de promover a integração, a tolerância e a discussão de aspectos variados da cultura local, levando-se em
consideração a origem dos diversos grupos e sua integração na cidade. O ciclo mostrará São Paulo

2

como importante centro nacional de arte e cultura e como metrópole de vocação e constituição
cosmopolita.
FORMATO E PESQUISA
O ciclo prevê encontros semanais e, em cada um deles, será contemplado um grupo cultural
diferente. Cada encontro consistirá de mesa redonda com dois palestrantes, que podem ser membros
ou estudiosos da comunidade em questão e deverão, em suas falas, fazer referência, sempre que
possível, ao precioso acervo da Biblioteca Mário de Andrade nessa área. As discussões com
especialistas serão sempre seguidas de apresentações musicais, com o duplo objetivo de envolver o público no conhecimento dessas comunidades, pela abordagem histórica e cultural, e oferecer-lhe
momentos agradáveis de fruição das diferentes manifestações musicais. A referência às obras do
acervo deve criar uma ponte entre o tópico discutido e o conteúdo das obras, de forma a estimular o interesse dos participantes pelo acervo e, consequentemente, levá-lo a frequentar seus espaços. A curadoria musical do projeto está a cargo de Anna Maria Kieffer, pesquisadora e autora do projeto “Cancioneiro Musical”, série de CDs e livros que busca preservar a memória musical dos imigrantes da cidade. Mais do que oferecer apresentações distanciadas do público, nosso intuito é dar ao tema “imigrantes” um recorte mais contemporâneo, com foco nas gerações atuais e nas formas que elas encontraram de relacionar sua herança estrangeira com as influências transculturais da cidade. Os profissionais selecionados para as palestras e apresentações, além de serem exímios conhecedores de sua área de manifestação cultural, desfrutam de prestígio e são influentes dentro e fora de suas comunidades; são indivíduos e grupos com capacidade de mobilizar diferentes públicos e de estabelecer vínculos entre eles e também com a Biblioteca. A mobilização e a participação dessas populações nas atividades da Biblioteca, é mais um dos objetivos deste projeto. Dada a diversidade de grupos de imigrantes que podem ser encontrados em São Paulo, nem todos poderão integrar esse projeto, nesta primeira fase. Escolheram-se, inicialmente, 13 (treze) comunidades de imigrantes.
Abaixo, incluímos a programação parcial dos grupos e alguns profissionais selecionados. Nota-se que tentamos incluir grupos menores e que chegaram mais recentemente à cidade, além dos
‘tradicionais’, numericamente mais representativos. É fundamental enfatizar a diversidade de povos
que compõe a demografia paulistana e a riqueza cultural advinda desse fato.
3
Abertura: Apresentação musical: Música do Mundo – 25/01

Árabes – 29/01
Palestrantes:
Dra. Soraya Smaili
Diretora Cultural e Científica do Instituto de Cultura
Programação musical:
“GUERREIROS: os mouros e a tradição musical do Brasil”
Intérpretes:
Grupo Sami Bordokan
Sami Bordokan, alaúde e canto árabe
Cláudio Kairouz,
kanoun
William Bordokan,
derbaki ,bandir e daff
Eliezer Teixeira, cantador
Trivolim Companhia de Expressões Populares
(Direção Eliezer Teixeira e Marli Damasceno)
Italianos – 05/02
Palestrantes:
 Rosalba Fachinetti
4
Jornalista, bacharel em Comunicação Social pela FAAP-Fundação Álvares Penteado, licenciada em
Pedagogia pela FASP-Faculdades Associadas de São Paulo. É Especialista em Teoria da Comunicação pela Fundação Cásper Líbero e em Filosofia e História da Educação pela PUC. Publicou pela Angellara
Antes que acabe só em pizza, sobre a imigração italiana em São Paulo, na segunda metade do século XX.
- Percival Tirapeli
Música de salão praticada pelos imigrantes nos anos 1910 e 1920:obras de Vidal, Bixio, Tagliaferri. As associações líricas : obras de Rossini. Verdi, Carlos Gomes, Puccini. Herança musical: obras de

Mignone e Guarnieri.
Intérpretes:
Biagio Mario Villani,
piffero / Emilio Ferrara, zampogna
Adelia Issa, soprano

Alessandro Greccho, tenor
Sandro Bodilon, barítono
Leonardo Fernandes, piano
Participação especial: Eloy de Abreu

Russos – 12/02
Palestrantes:
Boris Schnaiderman
Principal intérprete da literatura russa no Brasil, Boris Schnaiderman traduziu diversos autores russos para o português, como Dostoiévski, Tchekhov,
e também, poetas russos. Nasceu em Úman, na Ucrânia, aos oito anos imigrou com os pais para o Brasil. Começou a traduzir autores russos em 1944.
Intérpretes: Coro da Catedral Ortodoxa de São Nicolau
Regentes: Helena Panko Protocevich e Delfim Ricardo Porto JR (Aleluia)
Solista Pe. Konstantino Bussyguin
Leitores: Tatiana Bussyguin e Gustavo Yonemura Ramirez
Obras de compositores russos do Século XIX/XX: Glinka, R. Korsacov, Tchaikowski, Glier,
Rachmaninov, Rubinstein.
Intérpretes:Vesna Bancovic, meio-soprano e Dana Radu, piano.

Japoneses – 19/02
Palestrante:
- Dr. Jo Takahashi
É consultor de arte e cultura na Fundação Japão, onde atuou por 25 anos como administrador
cultural. Desenvolveu e administrou projetos de cooperação cultural entre o Japão e o Brasil. É
criador da produtora Dô Cultural, especializada em cultura japonesa. Jô Takahashi é formado em
arquitetura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com pós-graduação, com ênfase em projetos culturais, em universidades do Brasil e Japão.
- Madalena Natsuko
Possui graduação em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Artes pela Universidade
de São Paulo (1982). Atualmente é Professora Doutora da Universidade de Paulo, onde coordena o
curso de Graduação em Língua e Literatura Japonesa. Tem experiência na área de Letras, com ênfase
em Literatura japonesa, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura japonesa clássica e moderna, pintura e xilogravura japonesa, como também, cultura japonesa. Dedica-se também à produção de obras visuais e à tradução de autores japoneses.


Programação musical:
“Tons de Outono”
A presença da comunidade japonesa em São Paulo, é ressaltada não só pela preservação de suas
manifestações culturais mas também pela atração que essas manifestações têm provocado nos
paulistanos de uma forma geral. Dentre os grupos musicais que mais se têm dedicado ao estudo da
música antiga e contemporânea do Japão, destaca-se a Associação Brasileira de Música Clássica
Japonesa.
Intérpretes:
Danilo Tomic, shakuhachi
Camilo Carrara, violão
Kayami Satomi, violoncelo
Tamie Kitahara, kotô
Yuko Ogura, kotô
Reiko Nagase, kotô
Alexander Iwami, shakuhachi
Germânicos – 26/02
Palestrantes convidados:
- Willi Bolle
Professor titular de Literatura na Universidade de São Paulo. Fez doutorado em Literatura Brasileira
na Universidade de Bochum, Alemanha, onde defendeu sua tese sobre a técnica narrativa de
Guimarães Rosa. Para sua livre-docência em Literatura Alemã na USP (Universidade de São Paulo),
pesquisou a obra de Walter Benjamin e a cultura da República de Weimar. Suas pesquisas tratam dos aspectos relativos à Modernidade no Brasil e na Alemanha e sua intersecção entre a Literatura e a História.
Intérpretes:

Trio Kaiser- Miller- Bock:
Andrea Kaiser, soprano / Gretchen Miller, violoncelo / Vana Bock, violoncelo
Trio MiRiMa:
Uwe Kleber, violino / Gretchen Miller, violoncello / Maria Elisa Risarto, piano
Cantores:
Andrea Kaiser, soprano / Walter Weiszflog, barítono

Húngaros – 12/03
Palestrantes:
- Eva Piller
Ex-presidente da Casa Húngara de São Paulo.
- Anna Verônica Mautner
Psicanalista
Programação musical:
"Karikaso: danças cantadas"
Projeto que evidencia a dança e música vocal húngaras, opondo diferentes tipo de emissão vocal -

presentes nas aldeias e ainda praticadas em São Paulo - à emissão tratada de forma mais erudita,
demonstrada em obras recolhidas nessas aldeias por grandes musicólogos e compositores húngaros
do século XX.
O Grupo Pántlika é dirigido pelo pesquisador e bailarino de origem húngaro-brasileira Pedro Marques,
atual diretor da Casa Húngara , local de concentração das atividades(onde se congrega a maioria das
manifestações) culturais da comunidade em São Paulo.
Intérpretes:

Moças do Grupo Folclórico Pántlika
Pedro Marques, dançarino e percussão corporal
Gedeon Piller,
doromb (berimbau de boca)
Manuela Freua, soprano
Dana Radu, piano

Andinos 19/03
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Terras Altas
Dentre as imigrações mais recentes na cidade de São Paulo, destaca-se a dos andinos, formada por

culturas quéchuas e aimaras de populações oriundas da Bolívia, Peru e norte da Argentina.
Por outro lado, há, em São Paulo, grupos de estudo e da difusão da música e dos instrumentos dessas regiões, desde os anos 1970, inclusive compondo sobre textos tradicionais pré-colombianos.
Neste projeto, pretende-se mesclar conjuntos de música tradicional com a criação contemporânea, a partir dessas tradições, como o trabalho realizado pelo compositor argentino radicado em São Paulo Willy Verdaguer, um dos fundadores do Grupo “Raíces de América”.
Intérpretes:
Músicos tradicionais e urbanos coordenados pelo pesquisador e compositor Willy Verdaguer.
  Judeus – 26/03

Palestrantes:
Maria Luiza Tucci Carneiro

Historiadora, graduada em História pela Universidade de São Paulo, instituição onde também

desenvolveu seus estudos de pós-graduação em História Social. Desenvolve pesquisas sobre a
questão dos direitos humanos, intolerância, anti-semitismo, etnicidade, escravidão, censura , nazismo
e imigração judaica para o Brasil. É autora dos livros
Judeus e Judaísmo na obra de Lasar Segall, em

co-autoria com Celso Lafer (Ateliê Editorial, 2004), entre outros.

Boris Fausto

Historiador e Cientista Político da Universidade de São Paulo e membro da Academia Brasileira de
Ciências. Em 1953, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco da Universidade
de São Paulo.

Programação musical:
Música Judeu Ashkenasi e Sefaradi
Intérpretes:
Coral Shir Hashirim d Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo
Sylvia Lohn, narradora
David Kullock, hazan
Direção musical e regência: León Halegua



Espanhóis - 02/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes:
Ana Tomé
Elena Pájaro Peres
Programação musical
Recuerdos, lembranzas, lembranças
O título do projeto remete a algumas das diferentes línguas faladas pelos imigrantes que aqui
chegaram vindos de diferentes regiões da Espanha.
Peças tradicionais dessas regiões, recolhidas e harmonizadas por importantes pesquisadores e
compositores contemporâneos da imigração espanhola, testemunham essas diferenças culturais e
lingüísticas, incluindo obras de Granados, Pedrell, Falla, Obradors.
Intérpretes:
Flávio Costa, barítono
Ricardo Ballestero, piano
Gisela Nogueira, violão
Grupo Folclórico Galego Lembranza e Agarimo
Direção Maria Fé Varela Vasquez
10

Poloneses – 09/04
- Edith Gross Hojda
Socióloga
Outro palestrante: a confirmar
Programação musical: “
Gritos das Montanhas”
A comunidade polonesa em São Paulo mantém suas tradições vivas principalmente através da
dedicação da Família Szot, cujos membros continuaram o trabalho iniciado por seu patriarca
Kazimierz Szot, fundador do Grupo de canto, coral e danças folclóricas Wiosna, há 30 anos.

Intérpretes:
Maria Lucia Szot Golebski, soprano e arranjos
Janina Szot de Castro Rocha, meio-soprano, flautas
Jan Szot, baixo-barítono, flautas e arranjos
Tarik Dib, piano
Daniela Szot Golebski Dib e Marileia Alves Dias Szot, bailarinas e coreógrafas
Lucino Szot, apresentador



Portugueses - 16/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes:
Antonio Claret
Diretor do departamento de Promoção e Marketing da Casa de Portugal em São Paulo
Outro palestrante a confirmar
Programação musical:
Cantigas, danças e guitarradas


Intérpretes:
Luiza Sawaya, soprano
Achille Picchi, piano e recriação dos acompanhamentos do Cancioneiro
Ricardo Araújo, guitarra portuguesa
Renato Araújo, violão
Saulo Rodrigues, baixo
Agostinho Machado, sanfona
Tocata do Grupo Folclórico da Casa de Portugal
Direção de Agostinho Machado



Coreanos – 30/04 (Programa em elaboração)
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Coreanos em São Paulo (título provisório)
Obras de música Coral e tradicional, com instrumentos originais, projeto ainda em fase de elaboração,
com a participação de Fernando Daí e outros.


Africanos – 07/05 (Programa em elaboração)
Palestrantes: a confirmar
Programação musical:
Comboio Atlântico
Comboio Atlântico
Os africanos estão presentes no Brasil desde o século XVI e são considerados, já no século XIX, por
Manuel Quirino, como elemento colonizador.
O concerto que encerra a presente série, aborda a herança africana antiga e moderna, incluindo
manifestações musicais da imigração recente. Constitui um diálogo performático entre músicos e
dançarinos africanos e brasileiros de origem africana (ou não), que tem na África um ponto de partida
estético e filosófico em comum.
Obras tradicionais e obras criadas especialmente para a ocasião, sob direção de Salloma Sallomão,
integrando música e dança.
Intérpretes:
Carlinhos Antunes- Kora, Ngoni, Violão
Angelo Flores Cello- Cello e Percussão
Salloma Salomão- Direção, Voz e Flauta
Dinho Nogueira- Arranjos, Violão, Viola e Urucungo
Carlos Caçapava- Percussão.
Fily Kanoutê- Voz, Violão e percussão.
12
Bob de Souza- Contra Baixo e Bolombato.
Rodrigo Star- Bateria
Coreografia- Luli Silva e Kolela Kabenguelê
*Os palestrantes estão em fase de contratação, sujeitos a alterações
PROGRAMAÇÃO E INFORMAÇÕES
PROGRAMAÇÃO
Programamos um total de
14 encontros nesta primeira fase, sendo uma abertura, no dia 25/01,

provisoriamente nomeada “Música do Mundo”, e 13 temáticos, que serão realizados nos sábados
seguintes (com exceção do dia 05/03, Carnaval e 23/04, Páscoa) das 16h00 às 18h00, até o dia 14 de
maio.


LOCAL DE REALIZAÇÃO

Auditório da Biblioteca Mário de Andrade.
A Biblioteca Mário de Andrade é tradicionalmente um centro de referência em literatura e cultura em
geral, está localizada na região central de São Paulo, com fácil acesso de qualquer região da cidade,
próxima a duas estações do metrô, um terminal e paradas de inúmeras linhas de ônibus.
O Auditório, recém reformado, possui capacidade para 170 pessoas, acessibilidade, cadeiras com
apoio para escrita, palco e uma acústica impecável. Além disso, ostenta a beleza deste prédio
histórico, recentemente restaurado e importante exemplar de arquitetura
art déco, que é um íconeda cidade.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Música e mudanças tecnológicas

O fenômeno cultural dos Home Studios.

A despeito da crise sem precedentes que vitimiza as grandes gravadoras, a produção musical brasileira vive um verdadeiro festival de criatividade. Artistas e músicos desconhecidos do grande púbico fazem carreiras consistentes dentro e fora do Brasil. Principalmente conseguem gravar discos com baixo custo e alta qualidade em estúdios pequenos ou domésticos, explorando os limites da tecnologia de gravação e manipulação digital de áudio.
Muitos músicos e técnicos têm seus pequenos estúdios em casa, ou mini-estúdios para prestação de serviços. Apesar de espaços pequenos, estes home-studios possuem bons microfones para captura de sons, nem sempre convencionais, e ótimos arranjadores formados pelas melhores escolas e universidades, inclusive fora do país, (até mesmo pela Berkeley). A eles somam-se técnicos experientes, alguns dos quais recentemente demitidos dos grandes estúdios e pelas equipes de artistas de renome, que atingidos pela crise, resolvem seus problemas com a contenção de gastos.
Embora não seja algo exclusivo dessa região da cidade de São Paulo, ao que parece, a zona sul possui uma grande concentração de Estúdios desse tipo. Alguns possuem fatos e detalhes curiosos como historiador e músico mineiro Salloma Salomão. Radicado em São Paulo desde a década de 1980, ex-engraxate que se doutorou em História pela Puc, um detalhe folclórico ser engraxate? Já estudou na Universidade de Lisboa e viajou pela África e Europa pesquisando música africana e afro-brasileira. Além disso, ele cria, coleciona e produz seus próprios instrumentos utilizados nas gravações.
Salloma fez toda sua pré-produção em seu home-studio e nas casas dos amigos, agora está finalizando seu quarto disco. Além disso, possui selo próprio, que se prepara para distribuir no Brasil dois artistas brasileiros que vivem na França desde a década de 1980, um Griot da Guiné Bissau (músico-memorialista tradicional da etnia mandinga) que reside em Lisboa. Quem é o outro músico? Braima Galissa. Salloma está se associando a outros produtores para lançar vários outros artistas da Zona Sul, que ele considera um dos seleiros musicais brasileiros desse início de século, justamente por permitir produções baratas e de qualidade.
Salloma tem na música sua principal atividade, atualmente com mais de 10 mil discos vendidos, também trabalha como pesquisador; ministra cursos, workshops, palestras; fornece consultoria para órgãos públicos e empresas privadas como editoras e Ongs, enfocando temas relacionados a música e presença cultural africana no Brasil e à História da África.
Nessa empreitada Salloma conta com colaboração de técnicos, designers, músicos, compositores e artistas como Gugha Fischer (Casa-Estúdio e Voice), Osmar Santos (Brasil 2000 e Casa–Estúdio), Maga Lieri (Casa-estúdio), Edu Schultz (Casa –Estúdio, Pingo no í) , Plínio Secanechia (Estúdio da Vila), Alê Gálio (Casa-estúdio), Marcelo Mutanem Tai (Casa-estúdio), Bob de Souza (SESC e Casa-Estúdio), Wilsinho (Técnico Charlie Brown Jr. e Casa-Estúdio) Claudinei Domingues (Max Design), Zé Brasil (Casa estúdio).
Na zona sul, Grajaú, Primavera, Vila São José, no início dos anos de 1990, aconteciam experiências em casa-estúdio como a de Theo Ponciano, nos Estúdios de Ensaio como dos Grupos como Lixo de Luxo, Na Corda Banda, Banda NEM, Salada Mista e vários outros. Além de Salloma, vários de seus amigos como Theo Ponciano, Osmar Santos, Jair Caminha, Ângelo Flores, Plínio Secanechia e Marcelo Tai, tornaram-se verdadeiros magos na alquimia das cozinhas-sonoras das casas-estúdio.
O fenômeno dos circuitos alternativos e dos Home-Estudiostêm sido estudados(excluir o s, pois trata-se de fenômeno) por pesquisadores (ligados- substituir por atentos) às mudanças do mercado do entretenimento. Ao que tudo indica é apenas o sintoma do (excluir) início de uma grande revolução cultural desencadeada pela globalização( substituir por mudanças) tecnológicas e fomentado especialmente pelo acesso cada vez mais democrático aos sistemas digitais (softwares e hardwares) de gravação e tratamento de áudio.
Vários desses artistas acreditam que qualidade de vida tem a ver com a qualidade das relações interpessoais; e qualidade da produção cultural tem a ver com liberdade de criação. Alguns se apresentam em pocktes-shows, outros atuam em saraus para grupos de 50 pessoas, às vezes residências desativadas e pequenas salas da cidade, mas normalmente são espaços escolhidos a dedo.
Um detalhe que chama a atenção é existência de laços duradouros de amizade e colaboração entre os artistas. Ao que parece a fórmula encontrada por eles consiste principalmente em baixa ansiedade para entrar no mercado, dedicação, pesquisa, experimentação, liberdade de criação, sustentabilidade da carreira e boas doses de amizade e tecnologia digital.
a
 Estou empenhado na divulgação do meu novo trabalho musical: Aurora Negra: Cantos e batuques de força , fé e diminutas folias.

O Cd, reflete minhas pesquisas estéticas e históricas ao longo da trajetória e aponta para o futuro, ou para, reais possibilidades de engajamento em torna das lutas negra no Brasil atual. Trabalhei durante um ano e meio, em casa (Mocambo Digital), com um grupo heterodoxo e talentoso de músicos, predominantemente jovens, da cena paulistana. Em termos de sonoridades refizemos caminhos já percorridos em torno de referências africanas da costa ocidental, utilizando marimba, tihumba, djembês, batas, ngonis, koras, para compor texturas de timbres e tramas rítmicas. Também experimentamos tecnologias digitais de ultimas geração e combinamos timbres “puros” com samplers em algumas canções. Em termos da temática poética retomamos as expressões do atlântico negro cada vez mais adequado ao painel da lusofonia a africanizada. Daí letra de Luis Gama, canções de tsungos mineiros e evocações de São Benedito. As células africanas matrizes de congos, jongos e maracatus e cocos atravessam os temas melódicos de ponta- a-ponta. O canto mais fiel e maduro.





Para tanto conto com time de primeira grandeza: Carlos Caçapava- Percussão, Guilherme Prado-Cordas, Elias Souza – Trompete, Wellington Bernado- Trombone, Célio Izidorio- Baixo, Jéssica Evangelista- Flauta, Felipe Rossi – Cordas e Giovani Diganzá- Cordas.
Debora Marçal- Figurino.
São 14 canções autorais e um espetáculo de 90 minutos.









https://myspace.com/sallomam

https://myspace.com/memoriassonorasdanoite

http://mosaiconegrobras.blogspot.com.br/

http://aruandamundi.ning.com/

http://aruandamundi.com/c,...

Satranga de Lima. Antevisão criativa afro periférica




Satranga (Ourival Carolino) de Lima. Cantor a compositor afro brasileiro radicado na França desde a década de 1980. Gravou 4 Cds e 2 Dvds participou em peças de teatro, programas de tvs e excursionou por França. Belgica, Holanda, Canadá. Saiu do bairro do Valo Velho na periferia sul de São Paulo, em 1982 com um violão Del Rey nas costas e viajou de carona até a Guiana e de lá para Martinica, depois Paris. 




Em 1988 fundou um atelier em Montreal para trabalhar com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Seus temas poéticos musicais desde sempre foi a afetividade entre homens e a negritude. Desde 2000 trabalha com pintura e fotografia entre Paris, Montreal e Toronto cumprindo um auto exílio forçado, em função da intolerância comportamental que criminaliza homens não héteros no Brasil.



Dia desses brinquei com uma amiga muito doce e inteligente sobre o que nos atormenta mais, se e ação de kronos sobre nossas células ou sobre nossa consciência. Imagino que minha existência não seria a mesma se não tivesse encontrado Satranga (Ourival) de Lima (1980) . 




Me ensinou muito mais do que seria capaz de apreender. Foi o primeiro a lançar a ideia de intolerância comportamental ao falar de sua condição de exilado, por entender que sua vida estaria sempre em constante perigo no Brasil, em função de sua estética e dos seus afetos. Saiu do Brasil de carona e com um violão e uma mochila no ombro tomou o rumo norte e aportou no Suriname, de lá para  Martinica e chegou "casado" à Paris.






 Tornou-se cidadão francês e posteriormente migrou para Canadá ainda em fins dos oitenta.  Atuou como professor de dança e coreógrafo, músico e ator de teatro. Gravou tres Cds e participou de turnês pela Europa e Canadá até meados de 2000. Antes que temática LGBT tomasse sua atual proporção comercial  compunha quadros, cenas e espetáculos que combinavam um discurso afirmativo negro e sensibilidades homoafetivas.





AS PROFETAS DO APÓS CALIPISO Numa sociedade pós racial a superioridade branca já não mais é percebida ou discutida. Imagens projetadas no céu funcionam como mapas de águas outras. Um lugar que quase não. Vultos que se movem corridos e amedrontados no fim do dia, num estado de lusco fusco interminável. Nada é o que parece e agonia um tipo de esporte criado pelos semideuses para brincar com os vultos que transitam. Duas crias inocentes mantidas num quartinho infecto são resgatada por um velho louco. Elas assumem os disfarces de pássaros desprezíveis quem nem sequer cantam. O sistema de controle das emoções entra em pane. Os vultos começam a se desvelar uns para os outros. O deus cachorro urubu que regia a cidade fome para além dos muros, a elite sofre uma surto de raiva. ROTEIRO E EDIÇÃO LÉRIO CARLOS ARUANDA MUNDI/ ESTÚDIO MEDUSA RUDÁ FILMES 2018-2020

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Sarau Jandira 50 tons de pardos 2018

Muitos jovens se perguntam porque de terem sido classificados como pessoas pardas. Alguns chegam a respostas por meio da criatividade outros se perdem nos labirintos da racismo antinegro e anti-indígena o estado a sociedade racista são uma permanência numa sociedade colonial. Aqui em Jandira na grande SP 50 tons de pardos, coletivo de jovens artistas brinca com essa noção racial. Evento realizado em outubro de 2018 reunindo grupos regionais de música e dança, mais Jé Oliveira, KLjay e Salloma Salomão com músicos convidados. Denys Felipe sax, Gui Braz e Du Kid Guitarra, Manoel Trindade Bateria. Aruanda Mundi 2020.

Fuzarka dos descalços


Saudar a saudade, sentir bem fundo o fundo. Manos e manas. O que mandas, as bacias das almas criativas? Ao longo da linha do trem tem muita criatividade lutando pra existir no mundo. JANDIRA, Favo de mel. Quem bebe fel produzido na/da urbe/metrópole? Só é amargo na boca de quem entende o gosto. FUZARKA DOS DESCALÇOS. Dormir com os pés sujos, para quando for sua vez de ir, receber a terra na cara, sem bença. Equipe toda Direção aysha nascimento Dramaturgia Victor novoa Elenco Eder Dos anjos e Salloma Músicos ito Alves e Juh Vieira Cenografia e artes: Thays do Valle, César Riello " kcha" E Renan Vinicius

terça-feira, 28 de abril de 2020

ÉRICA NAVARRO VIOLONCELLO SPIRAL!




Erica Navarro é violoncelista e compositora
O seu trabalho engloba principalmente a composição sonora instrumental como linguagem subjetiva daquilo que a cerca, da fronteira entre o visível e o sensorial, entre a margem de diversas culturas e com a co-criação com o trabalho de artistas de outras linguagens de São Paulo, como dança, teatro, literatura e produções audiovisuais. Em suas criações Erica utiliza e pesquisa sonoridades eletrônicas, percussivss e texturas diversas, além dos violoncello, violão e piano.
Formada pela USP, teve performances regulares em orquestras e incursões na música brasileira e experimentais. Integrou a Vintena Brasileira, orquestra de André Marques, com a qual, tocou com Hermeto Pascoal, Monica Salmaso, Hamilton de Holanda.
Em 2017, suas composições “Vørtice” e “Spiral” tiverem estreia em Spring Hill, TN, EUA, interpretadas pela OSJCM. Participa como musicista e compositora da peça Buraquinhos ou o vento é inimigo do Picumã. Foi integrante do Duo de Cellos juntamente com a violoncelista Rebeca Friedmann,
com o qual interpretavam músicas escritas e arranjadas especialmente por Itiberê Zwarg.

ERICA NAVARRO É instrumentista e compositora, residente em São Paulo. Interessada em culturas musicais, além daquelas tradicionalmente associadas aos seu instrumento pela origem. 2020